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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

SEM DISTRIBUIÇÃO EXTRA

O recado da Petrobras (PETR4) para os acionistas: “Provavelmente não teremos dividendos extraordinários entre 2026 e 2030”

Segundo o diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo, é preciso cumprir o pré-requisito de fluxo de caixa operacional robusto, capaz de deixar a dívida neutra, para a distribuição de proventos adicionais

Carolina Gama
28 de novembro de 2025
18:31
Magda Chambriard em primeiro plano com fundo verde atrás dela, com os dizeres Petrobras em branco
Imagem: Agência Brasil/Fernando Frazão

O Plano Estratégico 2026-2030 da Petrobras (PETR4) foi indigesto para o mercado, que penalizou as ações da estatal na sessão desta sexta-feira (28), com quedas que rondaram os 2%. A expectativa era de que os executivos da petroleira trouxessem alívio, mas não aconteceu — e eles foram categóricos: provavelmente não teremos dividendos extraordinários entre 2026 e 2030.

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A estimativa da Petrobras para a remuneração dos acionistas é de dividendos ordinários entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões para os próximos cinco anos.

Segundo o diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo, é preciso cumprir o pré-requisito de fluxo de caixa operacional robusto, capaz de deixar a dívida neutra, para a distribuição de proventos adicionais — e isso depende de diferentes fatores.

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Por outro lado, Melgarejo garantiu que a estatal não tem “nenhum problema” em fazer distribuição de caixa excedente.

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“Para atingir um fluxo de caixa operacional muito maior, precisamos do Brent em um patamar melhor ou uma produção muito maior. Temos a expectativa de produção, mas, nesse momento, há um consenso de que o Brent não vai ter um movimento altista no curto prazo. Provavelmente, não teremos dividendos extraordinários nos próximos períodos”, disse.

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O executivo ressaltou que a distribuição de caixa excedente pode acontecer desde que não prejudique a viabilidade de financiamento dos projetos.

Segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, a faixa entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões em dividendos ordinários veio praticamente em linha com os proventos do plano anterior (US$ 45 bilhões e US$ 55 bilhões), mesmo com o Brent muito mais baixo.

"Diferente do último plano, já era esperado que a companhia não trouxesse no novo plano a previsão para dividendos extraordinários diante das condições", afirmou.

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Melgarejo destacou que o plano reduziu o Brent de equilíbrio da Petrobras. “A gente reduziu o Brent de equilíbrio no plano de US$ 80 nesse ano para US$ 59 em 2026. Se chegarmos até US$ 59, temos dívida líquida neutra”, afirmou.

Nas premissas do plano, a Petrobras prevê o Brent, referência internacional do preço do petróleo, a US$ 63 o barril em 2026, contra US$ 77 no plano anterior.

CEO da Petrobras explica o plano

Junto com o CFO, a presidente da Petrobras também explicou detalhes do plano estratégico 2026-230. Segundo Magda Chambriard, os investimentos de US$ 109 bilhões para os próximos cinco anos representam cerca de 5% de todo o aporte realizado no país.

A executiva fez questão de reforçar que a estatal mantém a disciplina de capital diante da queda de cerca de US$ 20 no preço do petróleo desde o ano passado — o planejamento anunciado na véspera é 1,8% menor do que está em vigor.

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Para enfrentar o cenário de cotações mais baixas, a empresa revisou projetos e simplifica operações, estimando economia de US$ 12 bilhões até 2030, uma redução de 8,5% em relação ao plano anterior.

“Quando a gente fala em Brent reduzido, o que fazemos é identificar o que gera valor imediato e o que gera valor no longo prazo — e que, portanto, pode ser postergado sem prejuízo”, disse.

“Neste momento, em que trabalhamos com preços mais baixos e com a necessidade de responsabilidade fiscal e financiabilidade, começamos a priorizar. Não estamos descartando projetos; estamos adequando a carteira ao cenário atual”, acrescentou.

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Chambriard destacou o caráter incerto das projeções e, por isso, a necessidade de segmentar os investimentos. “Dos US$ 91 bilhões, US$ 81 bilhões são projetos já contratados. Os outros US$ 10 bilhões vão ficar sub judice, para escolher o que melhor rende para a companhia. Vamos fazer isso de três em três meses. Essa é a novidade do plano.”

Ela também ressaltou que a produção da Petrobras cresceu 11% no último ano, puxada pelo pré-sal e pelo sistema Almirante Tamandaré, com capacidade de 270 mil barris por dia (bpd). A empresa produziu 2,150 milhões de bpd em 2024 e projeta encerrar 2025 com 2,4 milhões de bpd, outro avanço de 11%.

"Vamos seguir com a política de dividendos, com o endividamento considerado saudável e com o foco na elevação da produção até 2027", afirmou.

*Com informações do Money Times

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