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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

INSTABILIDADE NA TELE

Oi (OIBR3) falha na tentativa de reverter intervenção na alta gestão, mas Justiça abre ‘brecha’ para transição

A decisão judicial confirma afastamento de diretores da empresa de telecomunicações, mas abre espaço para ajustes estratégico

Camille Lima
Camille Lima
2 de outubro de 2025
8:44 - atualizado às 9:41
Montagem com logo da Oi (OIBR3)
Imagem: Adobe Stock/Montagem: Giovanna Figueredo

A Oi (OIBR3) até tentou, mas não conseguiu evitar o afastamento de toda a sua cúpula administrativa. Uma decisão monocrática da segunda instância da Justiça do Rio de Janeiro manteve, pelo menos por enquanto, a gestão da empresa de telecomunicações fora de suas funções, frustrando a tentativa da companhia de reverter a intervenção.

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O imbróglio começou na última terça-feira (30), quando o Juízo da 7ª Vara Empresarial da Capital surpreendeu o mercado ao afastar todos os membros da administração da Oi, em recuperação judicial, e de suas subsidiárias, além de suspender outras obrigações da empresa. 

A medida, inédita, foi vista como uma intervenção direta na gestão e levantou dúvidas sobre o futuro da companhia.

Em resposta, a Oi recorreu à segunda instância, em busca de um efeito suspensivo que congelaria a decisão e manteria os diretores nos cargos.

Na quarta-feira (1), entretanto, a desembargadora relatora do caso negou o pedido, confirmando que a intervenção deveria, por enquanto, continuar válida.

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Na prática, isso significa que a determinação de afastamento segue em vigor até que o mérito do recurso seja julgado de forma definitiva, mantendo os gestores afastados das decisões estratégicas da empresa.

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Transição na Oi (OIBR3)

A decisão judicial trouxe, porém, um elemento de flexibilização. A desembargadora determinou que os gestores judiciais indiquem, em até 48 horas, até quatro diretores estatutários da Oi (OIBR3) para permanecerem na administração. 

A função destes diretores será limitada e focada exclusivamente em auxiliar na transição estabelecida pela Justiça, garantindo a continuidade operacional da Oi e de seus processos internos.

É importante destacar que a decisão ainda não define o julgamento final do recurso, que ainda será analisado pelo colegiado de desembargadores. 

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Antes disso, a relatora solicitou mais informações ao juízo de primeira instância e abriu espaço para que as outras partes se manifestem, mantendo o caso em aberto e a atenção do mercado voltada para os próximos passos da companhia.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oi afirmou que está "avaliando as medidas cabíveis" diante da decisão judicial, mas sem detalhar quais ações pretende adotar.

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