Azul (AZUL;AZUL3) estreia em Wall Street após reestruturação financeira; ações sobem nos EUA e na B3
ADSs da aérea passaram a ser negociadas sob o ticker AZUL; companhia também cancelou listagem na Nyse American

As ações da Azul (AZUL;AZUL3) começaram a voar na New York Stock Exchange (Nyse) nesta quinta-feira (9). A estreia da companhia aérea na principal bolsa de Nova York marca o início de uma nova fase para a empresa, após a conclusão do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11.
Os papéis negociados sob o ticker AZUL subiram 3,67% na Nyse, cotados a US$ 9,05. No Brasil, as ações AZUL3 também acompanharam o bom humor e avançaram 3,12% no Ibovespa, a R$ 23,14.
A estreia foi marcada pela tradicional cerimônia de abertura do pregão, o ring the bell, com a presença de executivos e tripulantes da companhia.
“Nossa listagem na Bolsa de Valores de Nova York marca o início de um novo capítulo para a Azul. Após nossa bem-sucedida reestruturação, saímos como uma empresa mais forte, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo”, afirmou o CEO da Azul, John Rodgerson, em comunicado.
A aérea havia anunciado no início desta semana que as American Depositary Shares (ADSs), que representam duas ações ordinárias da companhia, tiveram a listagem aprovada na Nyse.
Com isso, a Azul também informou o cancelamento voluntário da listagem na Nyse American, bolsa voltada a empresas de pequeno e médio porte.
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Azul diz estar “de volta” após Chapter 11
A estreia em Nova York ocorre no mesmo dia do Azul Day, realizado nesta quinta-feira (9), também em Nova York. Durante o evento, Rodgerson reforçou a mensagem de retomada da companhia depois da reestruturação.
“A Azul está de volta, muito mais forte e com fontes de receita muito mais diversificadas”, afirmou o executivo.
O CEO destacou que o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos durou menos de um ano e deixou a companhia com um balanço patrimonial mais fortalecido.
“Saímos do processo com alavancagem de apenas 2,4 vezes, um excelente ponto de partida. Além disso, continuamos operando uma companhia aérea capaz de gerar muito Ebitda, e forte fluxo de caixa operacional”, disse Rodgerson.
O Ebitda é uma medida de geração operacional de caixa, antes do efeito de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização.
Onde investir no 2º semestre: renda fixa, investimentos internacionais e ativos digitais
Azul fala em crescimento, mas sem pressa
Depois de enfrentar uma forte pressão financeira no pós-pandemia, em meio a juros elevados e conflitos geopolíticos, a Azul afirma que entra agora em uma fase de crescimento mais sustentável.
Rodgerson lembrou que, no passado, a companhia crescia a taxas de dois dígitos ao ano. Agora, segundo ele, o negócio está menos arriscado e a prioridade é gerar caixa antes de acelerar novamente.
A Azul quer voltar a crescer, mas o CEO ressaltou que 2026 ainda não será um ano de expansão.
“Na verdade, nossa capacidade está menor em relação ao ano passado, e acreditamos que este é o momento certo para isso”, afirmou.
Segundo Rodgerson, a companhia adotou uma lógica mais disciplinada para decidir quando voltar a ampliar suas operações.
“Hoje temos um modelo de negócios muito mais sustentável. Existe um lema dentro da Azul: ‘earn the right to grow’ [conquistar o direito de crescer, em tradução livre]. E esse direito é conquistado gerando caixa. À medida que geramos caixa, conquistamos o direito de voltar a crescer”, disse o CEO.
*Com informações do Money Times
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