Na Casas Bahia (BHIA3), lucro do ano passado virou prejuízo no 2T25, e Mapa Capital quer mudanças no Conselho
A companhia divulgou os resultados referentes ao segundo trimestre de 2025 na noite de ontem (13), com prejuízo de R$ 423 milhões, excluindo os efeitos da conversão de debêntures que deu o controle da empresa para a Mapa Capital
Nem mesmo a chegada da Mapa Capital no controle da Casas Bahia (BHIA3), com a conversão de R$ 1,6 bilhão da dívida em ações, foi capaz de colocar as coisas nos trilhos para a varejista no segundo trimestre.
A companhia divulgou, na noite da última quarta-feira (13), um prejuízo líquido de R$ 555 milhões entre abril e junho deste ano, uma reversão do lucro de R$ 37 milhões reportado no mesmo período de 2024.
- É importante destacar que o lucro no 2T24 foi impulsionado pelo reperfilamento de débitos com os credores quando a empresa estava em recuperação extrajudicial, o que gerou efeito positivo de R$ 637 milhões para essa linha do balanço da varejista à época. Entenda melhor nesta matéria.
Excluindo os efeitos da conversão das debêntures que colocou a Mapa como acionista majoritária e controladora na varejista, o resultado ficou negativo em R$ 423 milhões, uma piora de 10,1% ante o mesmo trimestre em 2024.
O rombo veio maior do que o esperado pelo consenso de mercado compilado pela Bloomberg, que apontava para um prejuízo líquido de R$ 285 milhões no período.
De acordo com o comunicado da empresa, o desempenho pode ser explicado pelos efeitos da Selic, que saltou de 10% no segundo trimestre de 2024 para 15% no mesmo período este ano.
No entanto, a conversão das debêntures de segunda série da décima emissão fez com que a dívida líquida da Casas Bahia caísse 40% neste trimestre, saindo de R$ 4 bilhões para R$ 2,5 bilhões. Reforçando: esse é o efeito que passou o controle da varejista para as mãos da Mapa Capital, mencionado acima e que você pode entender melhor nesta matéria.
Leia Também
Cabe lembrar que isso não tem efeito caixa para a empresa, é apenas uma movimentação contábil na qual esse montante sai da linha dos passivos e entra no patrimônio líquido.
- LEIA TAMBÉM: Quais as empresas mais promissoras para investir com a temporada de balanços do 2º trimestre de 2025 no radar? Veja como receber recomendações de onde investir de forma gratuita
Outros destaques do balanço
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, cresceu 26,5% em relação ao mesmo período em 2024, atingindo R$ 572 milhões. Já a margem Ebitda ajustada avançou 1,3 ponto percentual, para 8,3%.
O volume geral de vendas consolidado (GMV) avançou 7,6% ano a ano, para R$ 10,5 bilhões no segundo trimestre de 2025, com crescimento de 10,4% no e-commerce (1P e 3P), representando R$ 4,2 bilhões do total. Desse total, o destaque foi do marketplace (3P), que teve expansão de 16,2% no período.
- O e-commerce pode ser segmentado em duas categorias, 1P e 3P. Na primeira, a empresa assume posse do estoque para revender aos consumidores. Na segunda é justamente o contrário: a varejista atua apenas como intermediária entre o vendedor e o cliente, cobrando uma taxa por isso.
Já nas lojas físicas, houve uma alta nas vendas de 5,8% no segundo trimestre, puxada pelas vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês), que subiram 6,7%. Esse último indicador é importante para o varejo, já que mostra a capacidade da empresa de gerar receita em sua base de lojas existente.
A margem bruta atingiu 30,1%, ante 30,7% no mesmo período do anterior, variação que a Casas Bahia afirma ser condizente com a mudança no mix de vendas de canal e categorias.
Depois da divulgação dos resultados, o BTG Pactual manteve a recomendação neutra para as ações. “Apesar do avanço operacional, o cenário de curto prazo segue desafiador, com juros altos e competição intensa", escreveram os analistas do banco em relatório.
Mapa Capital já se move para mexer na estrutura da Casas Bahia
Depois da divulgação dos resultados de ontem, a Mapa Capital já começou a se mexer para alterar a estrutura de comando na Casas Bahia.
A Domus VII Participações, a subsidiária integral da gestora, convocou, por meio de um Fato Relevante divulgado nesta quinta-feira (14), uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para aumentar o número de assentos no Conselho da empresa.
Além disso, a AGE, marcada para 4 de setembro, irá deliberar sobre a eleição de dois novos membros efetivos para o Conselho, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2026, e determinar se esses candidatos são independentes. A Mapa Capital indicou André Luiz Helmeister e Jackson Medeiros de Farias Schneider para as novas vagas.
Outra pauta da AGE é a aprovação do aumento da remuneração global anual dos administradores para o ano de 2025, em virtude do acréscimo de membros na administração.
O fato relevante divulgado nesta quinta-feira (14) também anunciou a renúncia de André Coji ao cargo de membro do Conselho de Administração, que ocupou pelos últimos dois anos, com efeitos a partir da realização da AGE. Em seu lugar, os conselheiros elegeram Fernando Beda.
A companhia também informou que o Conselho de Administração aprovou a nomeação de Fábio Eduardo de Pieri Spina, que atua como Vice-Presidente Jurídico e Tributário, para o cargo de diretor estatutário.
Por fim, o Conselho de Administração aprovou alterações em seu regimento interno para atualizar a razão social da Companhia e permitir a presença de um membro observador facultativo.
A guerra entre Nubank e Febraban esquenta. Com juros e impostos no centro da briga, quais os argumentos de cada um?
Juros, inadimplência, tributação e independência regulatória dividem fintechs e grandes instituições financeiras. Veja o que dizem
Depois de escândalo com Banco Master, Moody’s retira ratings do BRB por risco de crédito
O rebaixamento dos ratings do BRB reflete preocupações significativas com seus processos e controles internos, atualmente sob investigação devido a operações suspeitas envolvendo a aquisição de carteiras de crédito, diz a agência
Cyrela (CYRE3) e SLC (SLCE3) pagam R$ 1,3 bilhão em dividendos; Eztec (EZTC3) aumentará capital em R$ 1,4 bilhão com bonificação em ações
A maior fatia da distribuição de proventos foi anunciada pela Cyrela, já o aumento de capital da Eztec com bonificação em ações terá custo de R$ 23,53 por papel e fará jus a dividendos
Gol (GOLL54) é notificada pelo Idec por prática de greenwashing a viajantes; indenização é de R$ 5 milhões
No programa “Meu Voo Compensa”, os próprios viajantes pagavam a taxa de compensação das emissões. Gol também dizia ter rotas neutras em carbono
Se todo mundo acha que é uma bolha, não é: veja motivos pelos quais o BTG acredita que a escalada da IA é real
Banco aponta fundamentos sólidos e ganhos de produtividade para justificar alta das empresas de tecnologia, afastando o risco de uma nova bolha
Produção de cerveja no Brasil cai, principalmente para Ambev (ABEV3) e Heineken (HEIA34); preço das bebidas subiu demais, diz BTG
A Ambev aumentou os preços de suas marcas no segundo trimestre do ano, seguida pela Heineken, em julho — justamente quando as vendas começaram a encolher
Vale (VALE3) desafia a ordem de pagar R$ 730 milhões à União; mercado gosta e ações sobem mais de 1%
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a mineradora alega que a referida decisão foi proferida em primeira instância, “portanto, seu teor será objeto de recursos cabíveis”
De seguro pet a novas regiões: as apostas da Bradesco Seguros para destravar o próximo ciclo de crescimento num mercado que engatinha
Executivos da seguradora revelaram as metas para 2026 e descartam possibilidade de IPO
Itaú com problema? Usuários relatam falhas no app e faturas pagas aparecendo como atrasadas
Usuários dizem que o app do Itaú está mostrando faturas pagas como atrasadas; banco admite instabilidade e tenta normalizar o sistema
Limpando o nome: Bombril (BOBR4) tem plano de recuperação judicial aprovado pela Justiça de SP
Além da famosa lã de aço, ela também é dona das marcas Mon Bijou, Limpol, Sapólio, Pinho Bril, Kalipto e outras
Vale (VALE3) fecha acima de R$ 70 pela primeira vez em mais de 2 anos e ganha R$ 10 bilhões a mais em valor de mercado
Os papéis VALE3 subiram 3,23% nesta quarta-feira (3), cotados a R$ 70,69. No ano, os ativos acumulam ganho de 38,64% — saiba o que fazer com eles agora
O que faz a empresa que tornou brasileira em bilionária mais jovem do mundo
A ascensão de Luana Lopes Lara revela como a Kalshi criou um novo modelo de mercado e impulsionou a brasileira ao posto de bilionária mais jovem do mundo
Área técnica da CVM acusa Ambipar (AMBP3) de violar regras de recompra e pede revisão de voto polêmico de diretor
O termo de acusação foi assinado pelos técnicos cerca de uma semana depois da polêmica decisão do atual presidente interino da autarquia que dispensou o controlador de fazer uma OPA pela totalidade da companhia
Nubank (ROXO34) agora busca licença bancária para não mudar de nome, depois de regra do Banco Central
Fintech busca licença bancária para manter o nome após norma que restringe uso do termo “banco” por instituições sem autorização
Vapza, Wittel: as companhias que podem abrir capital na BEE4, a bolsa das PMEs, em 2026
A BEE4, que se denomina “a bolsa das PMEs”, tem um pipeline de, pelo menos, 10 empresas que irão abrir capital em 2026
Ambipar (AMBP3) perde avaliação de crédito da S&P após calote e pedidos de proteção judicial
A medida foi tomada após a empresa dar calote e pedir proteção contra credores no Brasil e nos Estados Unidos, alegando que foram descobertas “irregularidades” em operações financeiras
A fortuna de Silvio Santos: perícia revela um patrimônio muito maior do que se imaginava
Inventário do apresentador expõe o tamanho real do império construído ao longo de seis décadas
UBS BB rebaixa Raízen (RAIZ4) para venda e São Martinho (SMTO3) para neutro — o que está acontecendo no setor de commodities?
O cenário para açúcar e etanol na safra de 2026/27 é bastante apertado, o que levou o banco a rever as recomendações e preços-alvos de cobertura
Vale (VALE3): as principais projeções da mineradora para os próximos anos — e o que fazer com a ação agora
A companhia deve investir entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026 e cerca de US$ 6 bilhões em 2027. Até o fim deste ano, os aportes devem chegar a US$ 5,5 bilhões; confira os detalhes.
Mesmo em crise e com um rombo bilionário, Correios mantêm campanha de Natal com cartinhas para o Papai Noel
Enquanto a estatal discute um empréstimo de R$ 20 bilhões que pode não resolver seus problemas estruturais, o Papai Noel dos Correios resiste
