Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Maria Carolina Abe

Maria Carolina Abe

É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país - entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora de Empresas no Seu Dinheiro.

DA COPA PARA A COP

Menos ‘blá-blá-blá’ e mais exemplos práticos, rentáveis e copiáveis: como as empresas vão participar da COP30, em Belém (PA)

Executivo Ricardo Mussa tem o desafio de engajar o setor privado nas discussões sobre mudanças climáticas; objetivo é apresentar cases globais de sucesso que podem ser replicados 

Maria Carolina Abe
Maria Carolina Abe
21 de setembro de 2025
7:04 - atualizado às 9:54
Ricardo Mussa, CEO da Cosan Investimentos.
Mussa é atual presidente da SB COP, braço da COP30 que reúne quase 40 milhões de empresas de mais de 60 países - Imagem: Divulgação

“São poucas as discussões em que o Brasil efetivamente é líder. Até no futebol hoje em dia a gente não é mais reconhecido como o melhor do mundo.” Não precisa ser especialista no esporte para concordar com Ricardo Mussa, ex-executivo da Raízen e da Cosan Investimentos e atual presidente da SB COP, braço da COP30 que reúne quase 40 milhões de empresas de mais de 60 países. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não se deprima. Segundo Mussa, temos outros louros a colher. 

“Temos um monte de problemas, mas, comparativamente com o restante do mundo, nas questões ambientais e de renováveis nós somos muito melhores.” — Ricardo Mussa, presidente da SB COP

Mussa é responsável por engajar o setor privado na COP30, conferência global do clima da ONU que acontecerá em novembro em Belém (PA). A afirmação sobre o futebol brasileiro foi feita, em entrevista ao Seu Dinheiro, ao falar sobre a polêmica da hospedagem na capital paraense — os preços abusivos foram apontados por alguns países como um impeditivo para participar do evento. Você pode saber mais sobre isto aqui.

  • Ao que tudo indica, após intervenção da ONU, a organização brasileira agiu e o problema está sendo endereçado. Segundo o último balanço oficial, divulgado na quarta-feira (17), 79 países já confirmaram reserva na capital paraense e outros 70 seguem em negociação.

Segundo Mussa, o país precisa “parar de lavar roupa suja” em público, se unir e mostrar ao mundo o que temos de melhor. Conforme o evento se aproxima, diz ele, é preciso debater com mais ênfase qual é o papel do Brasil nessa discussão climática e como o setor privado pode influenciar as políticas públicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O executivo reconhece que, no setor corporativo, a questão da logística teve, sim, seu impacto, reduzindo a participação e o engajamento de algumas companhias, mas que a situação deu uma trégua nos últimos dias. “Eu senti que esse já não é o principal tema nas rodas de conversa”, diz ele. “Estamos vendo mais CEOs planejando vir. Alguns não vão para Belém, mas virão para São Paulo.”  

Leia Também

Mussa aponta, ainda, que algumas empresas podem ter usado isso como “desculpa” para não participar da COP30, especialmente em lugares como os EUA, onde o presidente Donald Trump vem se posicionando abertamente de forma contrária às discussões sobre mudanças climáticas.

New York Climate Week e o ‘Oscar’ da sustentabilidade

Por falar em Donald Trump, aliás, neste domingo (21) começa a New York Climate Week, um dos principais eventos globais sobre clima. O movimento, criado em 2009, acontece sempre na metrópole norte-americana em paralelo à Assembleia Geral da ONU.

Mussa estará presente por lá e, nesta segunda-feira (22), deve divulgar o primeiro de dois resultados principais de seu trabalho na SB COP: um relatório com 23 prioridades do setor privado para apoiar as negociações na COP30. O objetivo é influenciar as discussões de políticas públicas para alcançar as metas climáticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segundo resultado principal do trabalho de Mussa é uma espécie de “Oscar” de cases privados de sustentabilidade. De milhares de cases que foram apresentados pelas empresas do mundo afora, cerca de 40 a 50 serão selecionados pela SB COP e serão expostos durante a COP30 para todos os países presentes.

“Em vez de ficar lançando somente um pacote de recomendações, que é algo muito teórico, vamos tentar influenciar através do exemplo”, explica o executivo. Segundo ele, existem no mundo diversos casos de sucesso de combate às mudanças climáticas que já foram implementados, têm um bom retorno financeiro e podem ser replicados em larga escala.

“É o que a gente chama de engenharia reversa. Em vez de fazer um projeto novo, vamos olhar o que já está funcionando e escalar.” Os cases escolhidos devem ser divulgados em meados de outubro.

Momento difícil para receber uma COP, mas com luz no fim do túnel

O presidente da SB COP reconhece que o momento atual, em que o Brasil se prepara para receber a COP30, não é dos melhores para um debate sobre clima. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A prioridade do mundo hoje é outra, com a guerra da Ucrânia e a guerra comercial [de Trump], e ela [a crise climática] passa a ser uma questão menos premente para o curto prazo do que antes”, diz Mussa. “Não quer dizer que ela saiu da pauta, mas outros temas ganharam mais importância.”

Seria um ciclo de baixa do ESG (ambiental, social e de governança), mas a tendência em si não mudou, avalia ele. “Como a ciência mostra que as mudanças climáticas não vão embora sozinhas, a gente vai apenas postergar a solução do problema, mas o problema vai continuar lá.”

Otimista, Mussa aponta uma vantagem desse ciclo de baixa: projetos menos rentáveis acabam ficando pelo caminho, e só sobrevivem os que têm mais rentabilidade. E vai além: “Apesar do vento contra das tendências globais, essa é uma COP com mais prática e com mais participação do setor privado, o que faz com que a gente tenha menos discussão de metas e mais discussão sobre as soluções.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,6 bilhões no 1T26 e anuncia dividendos de R$ 9,03 bilhões em meio à alta do petróleo; confira os números da estatal

11 de maio de 2026 - 20:11

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 30,684 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 2,4 bilhões

EFEITO CASA BRANCA

Minerva (BEEF3) lidera altas do Ibovespa. O que Donald Trump tem a ver com isso?

11 de maio de 2026 - 18:41

Medidas estudadas pela Casa Branca para ampliar importações de carne bovina deram fôlego às ações da companhia e movimentaram o setor frigorífico

A JANELA REABRIU?

IPOs vão voltar com tudo? BTG vê efeito dominó após 1ª oferta na B3 em 5 anos — e CFO diz: “quando uma vem, puxa outras”

11 de maio de 2026 - 17:27

Para Renato Cohn, primeira abertura de capital desde 2021 pode destravar o mercado brasileiro — e banco vê apetite mesmo com juros altos e tensão global

GIGANTE DO MINÉRIO

Na contramão do Ibovespa: Vale (VALE3) sobe quase 3% na bolsa. O que está por trás da alta da mineradora?

11 de maio de 2026 - 15:39

Ações da mineradora avançam mesmo com o mau humor dominando a bolsa brasileira nesta segunda-feira (11)

REAÇÃO AO BALANÇO

BTG Pactual (BPAC11) entrega resultado “difícil de criticar”, mas ações caem na B3. O que explica a queda?

11 de maio de 2026 - 14:26

Lucro acima do esperado não impede queda das units do banco neste pregão; confira o que dizem os analistas sobre o resultado

PROVENTOS EM ALTA VOLTAGEM

CPFL Energia (CPFE3) detalha pagamento de R$ 1,3 bilhão em dividendos; veja quem tem direito

11 de maio de 2026 - 14:21

Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026

A META FICOU MAIS DIFÍCIL

Banco Inter reage à queda das ações na bolsa com nova aposta: a “Regra dos 50” para crescer — e lucrar mais — até 2029

11 de maio de 2026 - 12:16

Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes

OPERAÇÃO ÍCARO

Fast Shop bate recorde: empresa leva multa de R$ 1 bilhão por fraude em imposto e propina paga a auditor

11 de maio de 2026 - 11:28

Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma

BALANÇO

Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?

11 de maio de 2026 - 9:12

Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com lucro recorde e ROE de 26,6% no 1T26. O que está por trás de mais um balanço forte?

11 de maio de 2026 - 7:33

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

11 de maio de 2026 - 6:02

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

TROCAS DE PESO

Dança das cadeiras na bolsa: semana tem troca de CEOs em série e agita empresas da B3

9 de maio de 2026 - 16:58

A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)

VELHO CONHECIDO

Santander (SANB11) bate o martelo: conselho aprova por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO

8 de maio de 2026 - 20:05

Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil

CHEGOU A HORA DE VENDER?

O que a pior semana da Petrobras (PETR4) em mais de dois anos diz sobre as ações como investimento

8 de maio de 2026 - 19:45

Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana

HORA DE COMPRAR?

Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

8 de maio de 2026 - 19:19

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

SD ENTREVISTA

“Foi bom, mas poderia ter sido melhor”: o recado do diretor do BR Partners (BRBI11) sobre o 1T26; ações caem na B3

8 de maio de 2026 - 16:01

Com receita mais diversificada e aposta em Wealth, banco tenta reduzir volatilidade enquanto espera queda dos juros, afirma Vinicius Carmona ao Seu Dinheiro

TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia