JBS (JBSS32): BofA ‘perdoa’ motivo que fez mercado torcer o nariz para a empresa e eleva preço-alvo para as ações
Após balanço do terceiro trimestre e revisão do guidance, o BofA elevou o preço-alvo e manteve recomendação de compra para a JBS

O mercado até pode ter torcido o nariz para a revisão para cima do guidance de capital de giro da JBS (JBSS32), anunciada com o balanço do terceiro trimestre, na última quinta-feira (13). Mas, para o Bank of America (BofA), isso está longe de ser motivo para abandonar o papel — muito pelo contrário.
Após os números apresentados na última quinta-feira (13), o banco elevou o preço-alvo da ação de US$ 20 (R$ 110) para US$ 21 (R$ 114). Apesar das reações mistas sobre a revisão do guidance, o banco acredita que o impacto no fluxo de caixa livre (FCF) deve ser parcialmente compensado por resultados operacionais mais fortes.
Os analistas também elevaram em 2,5% as projeções para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
A revisão do guidance da JBS
Para 2025, o capital de giro projetado subiu de US$ 900 milhões para US$ 1,3 bilhão, enquanto para 2026 avançou de US$ 250 milhões para US$ 700 milhões — um aumento de quase US$ 1 bilhão somando os dois anos.
Segundo a companhia, o movimento elevou em US$ 500 milhões o breakeven (nível mínimo que a empresa precisa gerar para cobrir todos os seus custos) de Ebitda para 2025-26, agora em US$ 6,0 bilhões e US$ 5,0 bilhões, respectivamente.
O cálculo considera capex estável em US$ 2 bilhões, despesas de juros de US$ 1,15 bilhão, leasing (aluguel de longo prazo de ativos) de US$ 500 milhões, ativos biológicos de US$ 650 milhões e, para 2025, um novo item de US$ 400 milhões em acordos legais.
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“Embora isso seja um ponto marginalmente negativo, esperamos que o aumento do capital de giro seja parcialmente compensado por resultados operacionais mais fortes. Também destacamos que a administração afirmou que as estimativas de 2026 se baseiam no ciclo de caixa observado nos últimos anos e estão sujeitas a diversas variáveis — principalmente preços do gado e dos grãos”, dizem os analistas do banco em relatório.
O BofA reiterou a recomendação de compra para os papéis, uma vez que a empresa está em um momento resiliente de lucros em 2026 e conta com boas oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico.
Além disso, segundo o time de análise, os papéis estão sendo negociados a um valuation atrativo — ou seja, estão baratos. De acordo com o relatório, a JBS negocia a 6 vezes valor patrimonial sobre Ebitda, versus 7,9 vezes da Tyson, uma de suas principais concorrentes lá fora.
Tem também o fato de que a administração da brasileira se mostra confiante em pagar US$ 1 bilhão em dividendos em 2026, o que corresponderia a um yield de 7%.
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