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A gigante do saneamento solicitou a migração para a categoria A da CVM, passo que abre caminho para uma possível oferta pública inicial
O setor de saneamento pode estar prestes a ganhar mais espaço no mercado de capitais. A Aegea, uma das maiores empresas do segmento no país, colocou uma oferta pública inicial (IPO) no radar ao anunciar que protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido para migrar da categoria B para a categoria A.
Na prática, essa mudança abre caminho para que a companhia possa negociar ações na B3 e avaliar uma oferta pública inicial.
Hoje, empresas registradas na categoria B só podem emitir títulos que não sejam ações, como debêntures. Já a categoria A permite a negociação de qualquer tipo de valor mobiliário, incluindo ações — requisito essencial para quem deseja abrir capital.
O movimento faz parte de uma análise sobre a possibilidade de realizar uma oferta pública inicial, segundo a empresa.
Diante do crescimento nos últimos anos e das oportunidades futuras no setor de saneamento, a Aegea já iniciou a contratação de assessores financeiros e jurídicos para estudar a viabilidade da operação e desenhar os termos de uma eventual oferta.
Apesar do avanço, a companhia reforçou que ainda não há decisão definitiva.
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“Nesta data, não há qualquer decisão formal da companhia acerca da efetiva realização da potencial oferta, bem como sobre seus termos e condições, a qual está sujeita, entre outros fatores, à obtenção das aprovações necessárias, incluindo as de natureza societária e, às condições favoráveis do mercado de capitais brasileiro e internacional”, diz o comunicado.
O setor de saneamento, aliás, tem chamado atenção dos investidores. No início de dezembro, a BRK Ambiental também entrou com pedido na CVM para realizar um IPO e solicitou listagem no Novo Mercado da B3, segmento reconhecido pelo maior nível de governança corporativa da bolsa brasileira.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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