BRK Ambiental: quem é a empresa que pode quebrar jejum de IPO após 4 anos sem ofertas de ações na bolsa brasileira
A BRK Ambiental entrou um pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar um IPO; o que esperar agora?

A BRK Ambiental, empresa privada de saneamento, parece disposta a quebrar o jejum de ofertas de ações na bolsa brasileira, e entrou na última quinta-feira (11) com um pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar um IPO.
Se levado adiante, este será o primeiro IPO desde setembro de 2021, quando a Vittia (VITT3) chegou à bolsa.
De lá para cá, algumas empresas até sondaram a abertura de capital — como a própria BRK —, mas a taxa básica de juros nas alturas afastou qualquer possibilidade.
Segundo apuração do Valor Econômico, a empresa pode levantar cerca de R$ 2,5 bilhões com a oferta.
No documento, a companhia diz que a oferta será primária, em que o dinheiro levantado vai diretamente para o caixa da companhia, e potencialmente secundária, em que os atuais acionistas vendem parte de suas fatias na empresa.
- Leia também: Seca dos IPOs na bolsa vai continuar mesmo com Regime Fácil da B3; veja riscos e vantagens do novo regulamento
Quem é a BRK Ambiental?
A BRK foi criada em 2008 a partir da cisão (spin-off) dos ativos do segmento ambiental da Organização Odebrecht.
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Hoje, a empresa é controlada pela Brookfield, que detém 70% da companhia. Os outros 30% pertencem ao fundo de investimentos do FGTS.
A companhia se apresenta como a segunda maior empresa privada de saneamento do Brasil. A BRK presta serviços de água e esgoto e está presente em mais de 100 municípios, em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Tocantins, Pernambuco, Sergipe, Maranhão e Pará.
Atualmente, a empresa já possui toda a estrutura de uma empresa de capital aberto, com divulgação de resultados trimestrais e site de relações com investidores.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a BRK entra com um pedido do tipo. Em 2021, a companhia contratou bancos para um possível IPO.
A situação financeira da empresa que quer quebrar jejum de IPO na B3
No terceiro trimestre, a BRK reportou um prejuízo de R$ 35 milhões. A empresa atribui a performance ao "aumento das despesas financeiras, em função da elevação nos indexadores da dívida, além de efeitos contábeis oriundos de instrumentos financeiros derivativos”.
Já a receita operacional líquida atingiu R$ 926 milhões, avanço de 6,7%, impulsionada pelo aumento da tarifa média, pela adição de novas economias e pelo maior volume faturado.
*Com informações do Money Times.
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