Adeus home office: Nubank (ROXO34) volta ao escritório por “custos invisíveis”; funcionários terão tempo para se adaptar ao híbrido
O Nubank se une a diversas empresas que estão chamando os funcionários de volta para os escritórios

O Nubank (ROXO34), que até então tinha uma das políticas de trabalho mais flexíveis entre bancos brasileiros, anunciou que o home office total está com os dias contados.
Os funcionários, que precisavam se reunir pessoalmente por apenas uma semana a cada três meses nos últimos cinco anos, precisarão voltar aos escritórios a partir de julho de 2026.
Inicialmente, serão dois dias presenciais por semana, que se tornarão três a partir de janeiro de 2027. Durante esses oito meses, funcionários e empresa irão passar por um período de adaptação.
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Segundo David Vélez, fundador e CEO do Nubank, essa foi uma decisão difícil. "Sabemos que esta decisão será bem recebida por muitos de vocês. Para outros, irá gerar conturbação — especialmente para aqueles que moram longe de nossos escritórios, ou para aqueles que ingressaram no Nubank por causa da flexibilidade do trabalho remoto."
O Nubank se une a diversas empresas que estão chamando os funcionários de volta para os escritórios. Recentemente, o Itaú demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em esquema home office ou híbrido. O motivo apresentado pelo banco foi a baixa produtividade no esquema remoto.
Crescimento dos escritórios do Nubank
A empresa afirmou que está construindo novos escritórios que sejam mais próximos dos funcionários, e que irá oferecer suporte em alguns casos de mudança, com base em critérios específicos.
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Além da sede e dos escritórios em São Paulo, a empresa irá investir em espaços para equipes específicas em Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires, na Argentina, área metropolitana de Washington D.C., Miami e Palo Alto, nos Estados Unidos, além dos espaços em Berlim, Alemanha, Montevidéu no Uruguai e Durham, Estados Unidos.
Nos últimos cinco anos de home office, a empresa saltou de 59 milhões para 122 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.
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Home office tem custos invisíveis
O CEO afirmou que o modelo totalmente remoto apresentava alguns problemas. "Ao longo dos últimos anos, mencionei recorrentemente que me preocupo com o nosso ambiente prioritariamente remoto escolhido, pois os seus benefícios eram muito óbvios, mas os seus custos eram invisíveis", disse em comunicado.
A ideia é fortalecer a cultura da empresa. "Em um mundo prioritariamente remoto, essa energia se esvai. Videochamadas reduzem as pessoas a quadrados. As conversas se tornam transacionais. Os momentos espontâneos — a troca no corredor, o entusiasmo compartilhado ao resolver um problema, a celebração após um lançamento difícil — desaparecem", diz Velez.
Segundo ele, as grandes ideias surgem de pessoas trabalhando juntas na mesma sala. "A criatividade não floresce em chamadas agendadas; ela emerge de interações não planejadas, debates em quadros brancos e faíscas de insight que se espalham pelas equipes", afirmou.
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