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A companhia havia anunciado em outubro um investimento de R$ 376 milhões no Texas — montante que faz parte dos US$ 500 milhões previstos para os próximos cinco anos e revelados em setembro

Se na primeira metade do ano o presidente norte-americano, Donald Trump, era quem dava as cartas, parece que o final de 2025 se encaminha para um desfecho bem diferente no que depender da Embraer (EMBJ3). A fabricante de aeronaves brasileira indicou que pode cancelar os investimentos nos Estados Unidos caso as tarifas impostas, hoje em 10%, não forem zeradas.
“Os investimentos anunciados recentemente já haviam sido decididos antes do anúncio das tarifas. Mas, se nada mudar, provavelmente iremos rever esses aportes”, disse o CFO da companhia, Antonio Garcia, em entrevista ao Money Times.
As declarações foram dadas durante a entrega do Prêmio Equilibrista, promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP) na noite desta quarta-feira (26), e que sagrou Garcia como o “CFO do ano”.
A Embraer havia anunciado em outubro um investimento de R$ 376 milhões no Texas — montante que faz parte dos US$ 500 milhões previstos para os próximos cinco anos e revelados em setembro. Além do Texas, a planta de Melbourne, na Flórida, também deve receber aportes.
A fabricante de aviões também deixou em aberto a possibilidade de investimento de mais US$ 500 milhões caso o cargueiro KC-390 seja escolhido pela força aérea norte-americana.
Em meio aos aportes milionários, a Embraer vem tentando contornar a imposição das taxas pelo governo de Donald Trump.
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As primeiras tarifas de 10% sobre produtos brasileiros, que pegaram em cheio a Embraer, foram anunciadas em 2 de abril deste ano. O aumento das tarifas para 50% aconteceu no começo de julho, e a volta para 10%, algum tempo depois.
“O nosso presidente [CEO] ficou em contato com os dois governos, na tentativa de ajudar os dois lados na discussão. O meu trabalho foi tentar reduzir ao máximo, internamente, os impactos das tarifas na nossa operação. Deu resultado, mas ainda é um incômodo”, afirmou Garcia.
“O nosso braço de aviação regional tem como principal mercado os Estados Unidos. E quem paga a tarifa é o cliente final. Nós estamos perdendo competitividade. Todos os nossos concorrentes já voltaram para a tarifa zero. Se as coisas não mudarem, vamos rever nossa política de investimentos”, acrescentou.
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Sobre a premiação, Garcia afirmou: “Todos os CFOs tiveram de lidar com um ambiente marcado por alta volatilidade, sobretudo nas relações e no comércio internacional. As mudanças bruscas exigiram atenção redobrada à gestão de riscos.”
Para 2026, o executivo afirma que ainda espera volatilidade.
*Com informações do Money Times
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