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O rebaixamento dos ratings do BRB reflete preocupações significativas com seus processos e controles internos, atualmente sob investigação devido a operações suspeitas envolvendo a aquisição de carteiras de crédito, diz a agência

A Moody's retirou todas as classificações de risco do BRB, Banco de Brasília, depois dos escândalos descobertos na relação da instituição com o Banco Master. A agência de risco tinha classificação de B3 e "Not Prime" para os títulos de curto e longo prazo, respectivamente.
O perfil da empresa já estava sob revisão para possível rebaixamento desde 28 de novembro. O pedido para retirada dos ratings veio da própria instituição financeira, diz a Moody's.
"O rebaixamento dos ratings do BRB reflete preocupações significativas com seus processos e controles internos, atualmente sob investigação devido a operações suspeitas envolvendo a aquisição de carteiras de crédito em volumes significativos. Indícios de falhas operacionais ou má conduta suscitam dúvidas sobre a eficácia da governança do banco", diz a Moody's em relatório.
"O perfil de risco de ativos do banco, sua rentabilidade e níveis de capital podem se deteriorar ainda mais com novas descobertas decorrentes da investigação. Qualquer impacto negativo adicional nos resultados do banco pode ser crítico para seu perfil de crédito", afirmou.
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O risco do banco estatal de Brasília, que tem R$ 74,5 bilhões em ativos, porém, não começou a aumentar apenas neste ano. Segundo a agência, desde 2022, o BRB tem mantido índices de capital próximos ao mínimo regulatório.
"No contexto atual de estresse enfrentado pelo banco, o capital, que deveria servir como um colchão para absorção de perdas, não tem cumprido adequadamente essa função, revelando uma fragilidade relevante diante dos potenciais impactos decorrentes das investigações", afirma a agência.
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Em março deste ano, o conselho do BRB aprovou a compra de 58% do capital social do Banco Master. A aquisição, no entanto, foi bloqueada pelo Banco Central, o que levou a instituição de Daniel Vorcaro a buscar alternativas que a salvassem da insolvência.
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Nas investigações da Polícia Federal, o BRB também aparece com um das principais instituições que teriam comprado créditos falsos do Master. Foram R$ 12,7 bilhões em carteiras de crédito inexistentes do Master, segundo investigações da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). O BRB afirma que R$ 10 bilhões já foram recuperados.
O Master teve liquidação decretada pelo BC, Vorcaro foi preso pela PF, e o BRB teve seu presidente afastado pela Justiça. No fim de novembro, o BC aprovou Nelson Souza para o cargo de liderança na estatal.
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