Banco do Brasil (BBAS3) quer ser o maior player no mercado de carbono no país, do projeto à certificação
Para o VP de Sustentabilidade do BB, José Ricardo Sasseron, a forte relação com o agronegócio, a capilaridade do banco e seus mais de 200 anos de história podem ajudar nessa empreitada

Num futuro próximo, as empresas que atuam no Brasil devem ter um limite para suas emissões de gases de efeito estufa, e poderão comprar ou vender créditos de carbono para ajustar essa conta.
Quando esse mercado regulado de carbono estiver em prática, o Banco do Brasil (BBAS3) quer ser o principal player atuando de ponta a ponta: do projeto e assessoria até a certificação, passando também pela comercialização dos créditos de carbono.
Quem nos conta sobre este plano ambicioso é José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil. Confira a seguir.
- VEJA TAMBÉM: Receba os episódios do Touros e Ursos, podcast do Seu Dinheiro, em primeira mão para saber quais são as principais recomendações dos “gigantes” do mercado
Maior player do mercado de carbono brasileiro
“A nossa ambição é trabalhar em toda a cadeia de crédito carbono”, diz o executivo, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.
“Temos a ambição de ser o maior player do Brasil. Temos cliente no agro, cliente corporativo, grandes empresas, grandes grupos econômicos, então podemos muito bem ser um grande articulador nesse mercado.”
O BB atualmente já atua com financiamento e assessoria de inventário em projetos de geração de créditos de carbono. Segundo Sasseron, no curto prazo, estão montando também uma mesa de comercialização de créditos de carbono, que “já está quase pronta”.
Leia Também
Finalmente, mais para o médio prazo, o banco quer também fazer parte da certificação dos créditos, garantindo, por exemplo, que eles realmente existem e não foram contabilizados mais de uma vez.
“Hoje há problemas de certificação. Tem projetos que ficam dois, três, quatro anos para serem certificados. Então, esse é um gargalo muito grande para resolvermos”, afirma o executivo.
Um dos exemplos de empresa que atua nesta ponta é a Verra, maior certificadora de créditos de carbono do mundo.
O que favorece o BB nesta empreitada
A forte atuação do Banco do Brasil junto ao agronegócio brasileiro, que hoje tem afetado os resultados financeiros do BB, pode passar a ser um ponto positivo para esta nova linha de negócios, com projetos de geração e captura de créditos de carbono juntos aos produtores rurais.
Além disso, segundo Sasseron, a capilaridade do banco também é um ponto positivo. O BB está presente fisicamente em centenas de municípios brasileiros, além de ter agências também no exterior, em polos como Nova York, Frankfurt, Londres, Tóquio e Xangai.
- CONFIRA: A newsletter do Lifestyle do Seu Dinheiro quer te atualizar sobre novas tendências de gastronomia, viagens e estilo de vida; veja aqui como receber
“O Banco do Brasil conhece o agro do Brasil inteiro. A gente tem várias bases de dados e consegue confirmar isso lá na ponta”, diz ele.
Finalmente, a história de mais de 200 anos do BB e sua credibilidade junto ao público também devem favorecer a atuação neste novo mercado, afirma o executivo.
“Isso ajuda a abrir muitas portas. Quando uma empresa parceira entra junto com o Banco do Brasil, tem outra credibilidade, outra aceitação por parte do cliente. Então, isso é fundamental para esse mercado.”
O que falta para o mercado regulado de carbono no Brasil
O primeiro passo para o Brasil ter seu mercado regulado de carbono foi dado em dezembro de 2024, com a sanção da Lei nº 15.042, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).
- LEIA MAIS: Quer viver de renda? Descubra quanto é preciso investir com calculadora gratuita do Seu Dinheiro
Agora, a lei já está em vigor, mas sua implementação completa deve ocorrer em fases, com a definição de limites de emissão e a operacionalização do sistema previstos para os próximos anos.
A previsão do Ministério da Fazenda é que o mercado regulado de carbono esteja funcionando a pleno vapor em 2030 e que, nos dez anos seguintes, isso acrescente um empurrãozinho de 5,8% ao PIB do país.
E o BB quer abocanhar uma boa parte desse mercado. “Tem uma avenida muito grande de crescimento para nós”, estima o VP do Banco do Brasil.
SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO
O pior já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)? Bancos elevam projeções para 2027, mas fazem alerta aos investidores
8 de outubro de 2026 - 17:33Conteúdo Empiricus
Com R$ 210 bilhões em operações em 2026, mercado de M&A mira as médias empresas, mas este erro pode comprometer o valor da negociação
8 de outubro de 2026 - 17:01A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta
8 de outubro de 2026 - 16:07AINDA ESTÁ BARATO?
A festa da bolsa ainda não acabou: BTG aponta onde a queda dos juros pode abrir espaço para mais altas
8 de outubro de 2026 - 13:33SINAL VERDE
GPA (PCAR3) vai virar a página? Justiça dá aval a plano de recuperação extrajudicial; ação dispara até 10% na B3
7 de outubro de 2026 - 14:17VAI VIRAR O JOGO?
Hora de comprar JBS (JBSS32)? Dor de cabeça pode virar trunfo — e fazer ação saltar até 70%, diz XP
7 de outubro de 2026 - 8:46O RALI ESTÁ SÓ COMEÇANDO
Bolsa brasileira disparou após o 1º turno; agora, UBS BB revela onde ainda pode haver espaço para ganhar
6 de outubro de 2026 - 19:43PROJEÇÃO PARA O BALANÇO