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EFEITOS DA CRISE

Ambipar (AMBP3) perde avaliação de crédito da S&P após calote e pedidos de proteção judicial

A medida foi tomada após a empresa dar calote e pedir proteção contra credores no Brasil e nos Estados Unidos, alegando que foram descobertas “irregularidades” em operações financeiras

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3 de dezembro de 2025
10:54
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Fachada da Ambipar (AMBP3) com bandeiras na frente. - Imagem: Divulgação/Site oficial.

Em meio à crise da Ambipar (AMBP3), a agência de classificação de risco S&P Global Ratings decidiu abandonar o barco e anunciou, nesta quarta-feira (3), que deixará de avaliar e acompanhar todas as notas de crédito da empresa.

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A medida foi tomada após a companhia dar calote e pedir proteção contra credores no Brasil e nos Estados Unidos.

Em setembro, quando começaram a aparecer os primeiros sinais de que algo não ia bem na Ambipar, a agência chegou a rebaixar a nota de crédito para nível de calote e também removeu todos os ratings da empresa do status de observação com implicações negativas.

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Na época, a Ambipar havia pedido proteção judicial contra credores, no Brasil e nos EUA, alegando que foram descobertas “irregularidades” em operações financeiras, especialmente envolvendo derivativos atrelados a “green bonds”.

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Já em outubro, a companhia avançou para um pedido formal de recuperação judicial nos dois países. Com isso, a S&P optou agora por retirar definitivamente as avaliações de risco da empresa, segundo o anúncio desta manhã.

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De saída da Ambipar (AMBP3)

A Ambipar ainda confirmou, na noite da última segunda-feira (1), a demissão de 35 diretores e gestores, após identificar “falhas graves na execução das melhores práticas de governança e gestão de riscos”.

Em outras palavras, a empresa admitiu ao mercado que está diante de uma falha estrutural de governança — e apresentou um plano de reconstrução para os próximos meses.

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O anúncio veio em resposta a questionamentos da B3, e, segundo a Ambipar, as irregularidades foram identificadas por meio do “monitoramento contínuo e avaliações periódicas” das estruturas de risco.

O diagnóstico levou à demissão quase completa da área responsável pelos controles internos, incluindo diretores globais e gestores-chave. Os desligamentos atingiram o departamento jurídico, RH, área tributária, financeira, relações com investidores, integração e controladoria corporativa.

A empresa também destacou que a estrutura onde as falhas foram detectadas estava sob responsabilidade direta do ex-diretor financeiro (CFO), João de Arruda.

Pouco após o início da crise na Ambipar, a empresa passou a apontar Arruda como a figura central que levou à deterioração financeira da companhia. Entenda os detalhes nesta reportagem especial.

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*Com informações do Money Times.

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