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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

MERCADOS HOJE

Trump volta a derrubar bolsas: Ibovespa tem a maior perda semanal desde 2022; dólar sobe a R$ 5,5475

A taxação de 35% ao Canadá pressionou os mercados internacionais; por aqui, a tarifa de 50% anunciada nesta semana pelo presidente norte-americano seguiu pesando sobre os negócios

Carolina Gama
11 de julho de 2025
12:59 - atualizado às 13:53
Ironia? Elon Musk foi quem sofreu a maior queda na fortuna nos primeiros 100 dias de Trump
Imagem: Meta IA

Donald Trump voltou a pressionar as bolsas mundo afora. Por aqui, o Ibovespa seguiu renovando uma série de mínimas, enquanto o dólar à vista subiu. Em Nova York, a bolsa operou no vermelho, com o Dow Jones perdendo 300 pontos. O fator de pressão dos mercados foi um só: as tarifas dos EUA.

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O mais recente episódio da guerra comercial do presidente norte-americano é a imposição de uma taxa de 35% sobre o Canadá a partir de 1 de agosto. Com isso, já são 23 os países sobretaxados até agora — a União Europeia (UE) deve ser a próxima a receber uma carta de Trump com novos impostos.

O Brasil está na lista dos países na mira do republicano com uma das maiores tarifas até o momento, de 50%, e que também entra em vigor no dia 1 de agosto caso não haja negociação com o governo norte-americano. 

Desde o anúncio da taxação, o Ibovespa opera em queda e hoje não foi diferente. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,41%, aos 136.187,31 pontos, encerrando a semana com queda de 3,59% — a maior perda semanal desde dezembro de 2022.

No mercado de câmbio, o dólar à vista passou o dia em alta em relação ao real, que operou pressionado junto com pares emergentes. A moeda norte-americana avançou 0,04%, cotada a R$ 5,5475. Na semana, o dólar acumulou valorização de 2,26%.

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Ibovespa cai seguindo Nova York

O Ibovespa acompanhou as perdas no exterior. As bolsas na Europa e em Nova York também sentiram a pressão da mais recente rodada de tarifas anunciada por Trump. 

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Em Wall Street, o Dow Jones começou a sessão perdendo 300 pontos, enquanto o S&P 500 se afastou do novo recorde alcançado no dia anterior.

O Dow caiu 0,63%, aos 44.371,51 pontos; o S&P 500 recuou 0,33%, aos 6.259,75 pontos; enquanto o Nasdaq teve queda de 0,22%, aos 20.585,53 pontos. 

Na carta ao Canadá, Trump cita o fentanil como motivo para a taxação, acrescentando que aumentariam se o país retaliasse. 

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“Se o Canadá trabalhar comigo para interromper o fluxo de fentanil, talvez consideremos um ajuste nesta carta”, disse Trump no documento publicado no Truth Social.

À NBC News, o presidente norte-americano afirmou que planejava tarifas gerais de 15% a 20% sobre os países restantes.

Na Europa, as bolsas amargaram perdas pesadas de olho nas tarifas dos EUA sobre a União Europeia (UE). 

Até a publicação desta matéria não estava claro se Trump publicaria uma carta com uma nova taxa para a UE, como fez com o Canadá, ou se simplesmente atualizará o andamento das negociações de um acordo comercial com o bloco. 

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O índice de referência Stoxx 600 terminou o dia em queda de 1,12%, enquanto as bolsas de Londres e Frankfurt recuaram 0,38% e 0,89%, respectivamente. Paris teve baixa de 0,92%. 

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