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De acordo com analistas do banco, essa empresa do ramo da construção civil tem uma posição forte, sendo negociada com um preço barato mesmo com lucros crescendo em 24%
A Moura Dubeux (MDNE3) parece ter construído uma boa reputação aos olhos do Santander. Em relatório divulgado nesta terça-feira (10), o banco elevou o preço-alvo da construtora em 56%.
Segundo os analistas, a posição forte na região Nordeste, uma avaliação atrativa e o portfólio de lançamentos diversificados justificam a revisão para cima do papel.
De olho nisso, o banco reiterou a recomendação de compra das ações da Moura Dubeux, elevando o preço-alvo para dezembro de R$ 18,50 para R$ 29, potencial de alta de 25,5% ante o fechamento da última segunda-feira (9).
O banco considera que a Moura Dubeux está com a ação barata, negociando a um Preço/Lucro (P/L) de 5x para 2026, mesmo com lucros crescendo em 24% ao ano, devendo registrar R$ 376 milhões de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2025.
Com isso, o Santander segue otimista com a Moura Dubeux e, se tudo der certo, os acionistas podem lucrar com a valorização do papel e os dividendos.
Por volta de 12h50, as ações MDNE3 tinham alta de 0,87%, cotadas a R$ 23,30. No ano, os papéis acumulam ganhos de 123,33%. No mesmo horário, o Ibovespa tinha alta de 0,86%, aos 136.868 pontos.
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De acordo com o Santander, a Moura Dubeux domina mercados com pouca concorrência, com foco em segmentos mais seguros, como condomínios e Minha Casa Minha Vida (MCMV).
A expectativa dos analistas Fanny Oreng, Antonio Castrucci e Matheus Meloni é que os lançamentos imobiliários subirão 43% até 2027, puxados por vendas robustas.
“Os primeiros sinais do segundo trimestre deste ano também são positivos, com expectativa de lançamentos, cerca de R$ 1,5 bilhão, sustentados por vendas fortes”, destaca o trio de analistas.
A Moura Dubeux já teve crescimento de 52% em lançamentos e 68% em vendas no último ano.
Já a previsão de lucro líquido do Santander aumentou em 22% para 2025 e 2026, ficando em R$ 342 milhões e R$ 388 milhões, respectivamente.
Todo otimismo precisa de um contraste com a realidade. O Santander, mesmo com aumento do preço-alvo, destaca alguns fatores de risco para as ações da Moura Dubeux.
Um deles é a concorrência no Nordeste: caso novas construtoras cheguem à região, pode ocorrer uma guerra de preços, terrenos mais caros e vendas mais lentas.
O aumento da taxa básica de juros, a Selic, é outro fator que pode jogar contra a construtora, já que torna financiamentos mais caros e faz potenciais clientes pensarem duas vezes antes de comprar.
Por fim, já que a Moura Dubeux se apoia nas vendas pelo MCMV, problemas no programa, como mudanças nas regras ou redução de recursos pelo governo, podem fazer a construtora perder uma parte importante das vendas.
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