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COPA BTG TRADER

Roberto Sallouti, CEO do BTG, gosta do fundamento, mas não ignora análise técnica: “o mercado te deixa humilde”

No evento Copa BTG Trader, o CEO do BTG Pactual relembrou o início da carreira como operador, defendeu a combinação entre fundamentos e análise técnica e alertou para um período prolongado de volatilidade nos mercados

Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual
Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual - Imagem: Reprodução redes sociais

Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, pode até gostar da análise fundamentalista sobre a técnica, mas não quer dizer que a última não tenha seu valor. No evento Copa BTG Trader, realizado nesta sexta-feira (17), o executivo defendeu a importância de unir fundamentos e técnica ao falar sobre o mercado de trading e as lições que carrega da própria trajetória.

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“Eu acredito nos fundamentos, mas não ignoro a análise técnica. O mercado técnico, com o crescimento dos algoritmos, pode nos mostrar muita coisa — pontos de entrada, resistência, suporte. Eu gosto de combinar fundamentos com bons pontos técnicos”, disse o CEO.

As origens de um trader

Antes de comandar o maior banco de investimentos da América Latina, Sallouti começou no próprio pregão. Ele relembrou o início da carreira operando mercados e destacou como essa experiência moldou seu estilo de gestão.

“Operar é como empreender todos os dias. Você precisa absorver informações, traçar cenários e decidir como se posicionar”, afirmou durante o evento.

Segundo ele, o aprendizado mais importante veio justamente dos erros — inevitáveis para quem vive o dia a dia do mercado.

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“O mercado te deixa humilde muito rapidamente. Estamos sempre errados. É preciso engolir o orgulho e stopar a posição. No ambiente corporativo é a mesma coisa: errar e corrigir a rota faz parte”, completou.

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“Crises geram oportunidades”, diz CEO do BTG

Sallouti também relembrou os períodos mais turbulentos da economia que marcaram sua trajetória. Para o executivo, a volatilidade não deve ser temida — e sim aproveitada.

“Quando uma crise começa, os preços ficam distorcidos. A primeira coisa é usar a volatilidade a seu favor. Mesmo com prejuízos iniciais, é preciso se ajustar ao novo cenário”, disse. “Pense com a cabeça fria e aja rápido. Quem para de administrar stops é quem realmente aproveita as crises.”

Um mundo mais instável pela frente

Na visão do CEO do BTG, a volatilidade deve continuar sendo a tônica dos próximos anos — tanto no cenário global quanto no brasileiro. Entre os fatores, ele citou a imprevisibilidade de Donald Trump, o quadro fiscal e o ambiente eleitoral no Brasil.

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“O principal mercado do mundo continuará volátil porque o Trump é imprevisível, e isso não vai mudar”, afirmou.

“Aqui, teremos de revisitar o arcabouço fiscal em 2027. Ano que vem, a questão fiscal vai dominar o debate, com propostas diferentes. O mercado ainda não tem um favorito e reagirá conforme o tom dessas discussões”, completou.

Para ele, a soma desses fatores, junto às recentes tensões no crédito norte-americano, tende a manter o humor dos investidores pressionado.

“Achei desproporcional a reação do mercado ontem em relação a uma inadimplência de US$ 50 milhões, mas isso mostra o quanto o mercado está sensível”, concluiu.

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*Com informações do Money Times

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