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Com contingenciamento maior que o esperado e mudanças no IOF no radar, mercado local sente pressão, enquanto fala do FOMC dá alívio tímido aos índices americanos
À sombra das mudanças no IOF e congelamento de gastos, o Ibovespa encerrou esta quinta-feira (22) com uma queda de 0,44%, aos 137.272,59 pontos.
O índice vinha renovando máximas históricas nominais, mas interrompeu a sequência de ganhos na véspera, com as preocupações sobre a dívida dos Estados Unidos, que também arrastaram Wall Street.
E, apesar de terem esboçado uma recuperação ao longo das negociações, as bolsas de Nova York fecharam o dia praticamente estáveis.
O S&P 500 caiu 0,04%, aos 5.842,01 pontos, enquanto o Dow Jones fechou no zero a zero, aos 41.859 pontos. O Nasdaq foi o que conseguiu se segurar no azul, ao encerrar as negociações com alta de 0,28%, aos 18.925 pontos.
Já o dólar à vista ganhou força na reta final da sessão, chegou a encostar nos R$ 5,70, mas terminou o dia a R$ 5,6610, com alta de 0,33% ante o real.
O movimento acompanhou a tendência vista no exterior. Por volta de 17h, o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, subia 0,39%, aos 99,947 pontos.
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O cenário fiscal do Brasil e dos Estados Unidos segue no radar dos investidores, influenciando a movimentação do mercado de câmbio.
No Brasil, o governo federal anunciou o contingenciamento de R$ 20,7 bilhões, que se somam ao bloqueio de mais R$ 10,6 bilhões no Orçamento de 2025. No total, R$ 31,3 bilhões foram congelados, acima das expectativas do mercado, que estavam entre R$ 20 e R$ 30 bilhões.
Porém, a revisão de alta das despesas foi significativa, com acréscimo de R$ 25,8 bilhões, principalmente na Previdência e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também confirmou o aumento do Imposto sobre Operações Financeira (IOF), adiantado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. Isso ligou o alerta dos investidores.
Nos Estados Unidos, os índices reagiram à aprovação do projeto de lei que prevê corte de impostos e aumento de gastos do governo em algumas áreas consideradas estratégicas.
Basicamente, é um projeto de lei que tenta cumprir diversas promessas de campanha de Trump, como a não taxação de gorjetas. Além disso, o projeto expande o financiamento para o combate à imigração, destina mais recursos para gastos com defesa e aumenta o limite da dívida pública.
A proposta acrescentará cerca de US$ 3,8 trilhões à dívida de US$ 36,2 trilhões do governo federal na próxima década, de acordo com o independente Escritório de Orçamento do Congresso.
Não dá para esquecer que o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela Moody’s, na última sexta-feira (16), acendeu um alerta sobre a crescente trajetória do endividamento norte-americano.
O que conseguiu segurar a onda dos mercados lá fora foi uma fala de Christopher Waller, membro do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto dos Estados Unidos, na sigla em inglês, o equivalente ao nosso Copom), visto como potencial sucessor de Jerome Powell na presidência do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês)
Ele afirmou que, caso as tarifas de importação se estabilizem ao redor de 10%, vê um caminho para a retomada dos cortes nos juros a partir do segundo semestre, o que gerou alívio no mercado.
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| RAIZ4 | Raízen ON | R$ 2,00 | 12,36% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 10,24 | 5,46% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 1,07 | 4,90% |
| POMO4 | Marcopolo PN | R$ 6,91 | 3,13% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 9,47 | 2,82% |
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BRAP4 | Bradespar PN | R$ 16,13 | -3,24% |
| PCAR3 | GPA ON | R$ 3,00 | -3,23% |
| VAMO3 | Vamos ON | R$ 4,25 | -3,19% |
| BRAV3 | Brava Energia ON | R$ 18,14 | -2,47% |
| TIMS3 | Tim ON | R$ 19,28 | -2,45% |
*Com informações do Money Times
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