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Por que a ação da Pague Menos (PGMN3) cai na bolsa mesmo com o balanço mais forte que o esperado

Apesar dos resultados acima das expectativas, as ações PGMN3 recuam nesta sessão. Entenda o que está por trás do movimento

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5 de agosto de 2025
13:57 - atualizado às 13:58
Pague Menos
Pague Menos - Imagem: Divulgação

Nem mesmo o balanço acima das expectativas foi capaz de segurar as perdas da Pague Menos na bolsa brasileira nesta terça-feira (5). Mesmo com os números robustos do segundo trimestre, as ações PGMN3 operam no vermelho nesta sessão.

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Os papéis da rede de farmácias acompanham o aumento da aversão ao risco do setor neste pregão. 

Por volta das 13h35, as ações PGMN3 marcavam queda de 2,05%, cotadas a R$ 3,82. 

Apesar da performance negativa hoje, a rede de farmácias ainda acumula valorização da ordem de 30% na B3 desde o início do ano.

Os destaques do balanço da Pague Menos (PGMN3)

De volta ao resultado, a Pague Menos (PGMN3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 60,2 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), um crescimento de 36,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

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Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 244,1 milhões, crescimento de 37,9% ano a ano.

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A margem líquida ajustada da empresa encerrou o trimestre em 1,5%, alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Por sua vez, o nível de endividamento da rede de farmácias encerrou junho em 2,6 vezes a relação entre a dívida líquida e Ebitda ajustado ante 3,4 vezes um ano antes.

A companhia alcançou a marca de 1.657 lojas, distribuídas em todas as regiões do país, e alcançou a participação de mercado recorde de 6,6% no segundo trimestre.

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A venda média por loja subiu para R$ 800 mil no trimestre, expansão de 17,8% em relação ao ano anterior.

Segundo a companhia, mais de 400 lojas já ultrapassaram R$ 1 milhão em vendas mensais, quatro vezes mais do que há um ano.

A visão dos analistas sobre o balanço 

Para o BTG Pactual, os resultados “sólidos” e acima da expectativa foram impulsionados por fortes ganhos de produtividade e melhora na alavancagem operacional. 

Na mesma linha, o Safra classificou o crescimento de 18% nas vendas mesmas lojas (SSS) em relação ao 2T24 como “impressionante” e afirmou que a métrica impulsionou a “forte surpresa” positiva nos lucros. 

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Para os analistas, as sinergias da aquisição da Extrafarma também começaram a aparecer no último trimestre. 

“Os resultados devem gerar revisões positivas nos lucros esperados, especialmente considerando os desafios do setor, como o menor reajuste do CMED e maior concorrência no segmento de higiene, beleza e cuidados pessoais (HPC)”, afirmaram os analistas Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio.

Já a XP Investimentos chamou a atenção para o crescimento de margem bruta de 0,3 pontos percentuais na base anual, apesar dos “ventos contrários” nas vendas de medicamentos de prescrição médica. 

Para o Itaú BBA, a produtividade de lojas também foi um dos destaques do trimestre. A diferença de produtividade de loja em relação à RD Saúde diminuiu 4 pontos percentuais sequencialmente, para 40%.

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O banco avalia que a empresa manteve um forte impulso, reduzindo a diferença de produtividade da loja em relação aos concorrentes, expandindo a lucratividade e melhorando a geração e a conversão de caixa. 

Essa combinação ajudou a Pague Menos na trajetória de desalavancagem, que é vista como uma importante alavanca para posicionar a empresa a eventualmente reacelerar a expansão, segundo os analistas.

No segundo trimestre, a alavancagem da companhia caiu para 2,6% a relação dívida líquida/Ebitda ajustado. 

“Essa métrica é particularmente relevante para ser acompanhada, pois a consideramos o principal gargalo para a companhia retomar a expansão acelerada de lojas.”

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É hora de comprar a ação da Pague Menos (PGMN3)? 

O BTG Pactual considera que os fundamentos da rede de farmácias continuaram “intactos” e que os resultados do segundo trimestre reforçaram a visão construtiva do banco para a companhia. 

Já a Ágora Investimentos/Bradesco BBI mantém uma visão neutra sobre as ações da Pague Menos devido às perspectivas de potencial de valorização limitado até o final de 2025.

Desde janeiro, as ações PGMN3 acumulam valorização de cerca de 29%. 

Confira as recomendações:

Banco/CorretoraRecomendaçãoPreço-alvoPotencial de valorização*
Ágora/Bradesco BBINeutraR$ 3,80-2,56%
BTG PactualCompraR$ 4,5015,38%
Itaú BBACompraR$ 5,1030,77%
SafraCompraR$ 5,0028,21%
SantanderNeutraR$ 3,90
XPCompraR$ 4,002,56%
*Potencial de valorização em comparação com o preço de fechamento da última segunda-feira (4).

*Com informações do Money Times.

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