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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

OS VERDADEIROS DUELOS

O “ano de Troia” dos mercados: por que 2026 pode redefinir investimentos no Brasil e nos EUA

De cortes de juros a risco fiscal, passando pela eleição brasileira: Kinea Investimentos revela os fatores que podem transformar o mercado no ano que vem

Camille Lima
Camille Lima
1 de dezembro de 2025
6:01 - atualizado às 21:09
Mercados - Bolsa nos Estados Unidos e no Brasil - B3 e Nova York - Ibovespa, NYSE, Nasdaq, S&P 500, Dow Jones, ações
Imagem gerada por inteligência artificial contrastando o mercado financeiro do Brasil e dos Estados Unidos, com as bandeiras dos dois países, gráficos de ações e símbolos icônicos da B3 e Wall Street. - Imagem: Sora / ChatGPT

A Kinea Investimentos batizou 2026 de “ano de Troia”: decisões políticas, muitas vezes tomadas em mesas fechadas, desencadeiam forças muito maiores do que seus autores são capazes de controlar. Para a gestora, é isso que deve marcar o próximo ano tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil

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Segundo a Kinea, este será um ano em que a disputa não acontecerá apenas entre economias desenvolvidas e emergentes, nem entre juros altos e ativos de risco, mas entre projetos de poder. 

Eleições presidenciais no Brasil e de meio de mandato (midterms) nos EUA são os eventos centrais dessa narrativa. Elas devem mexer com juros, moedas, fluxo de capital e o apetite global por risco. 

Nesse campo de batalha, a gestora afirma que não vencerá quem tiver mais força bruta, mas quem souber proteger o próprio calcanhar de Aquiles — sejam governos, bancos centrais ou investidores. 

O cerco prolongado: o que está em jogo para os mercados nos Estados Unidos 

Os EUA entram em 2026 sob o que a Kinea chama de “cerco fiscal longo e desgastante”. Há anos, o país opera com déficits volumosos para financiar políticas industriais, programas sociais e, mais recentemente, uma corrida bilionária por infraestrutura energética e inteligência artificial (IA).  

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Esse impulso fiscal sustentou o consumo e a popularidade política, mas criou um problema crescente: a dívida pública atingiu níveis não vistos desde a Segunda Guerra, e o custo de rolagem da dívida subiu de forma expressiva. 

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É nesse ambiente que as eleições de meio de mandato de 2026 surgem como um novo campo de disputa.  

Manter o controle do Congresso é crucial para a continuidade da agenda econômica — e isso reabre a porta para cortes de impostos e até a ideia de devolver receitas de tarifas à população, o que poderia injetar o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nas mãos dos consumidores, segundo a Kinea. 

Mas a gestora acende o alerta: repetir a fórmula da pandemia, em um cenário de inflação acima da meta e déficits persistentes, pode reacender a instabilidade justamente quando se tenta controlá-la. 

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A pressão cresce ainda mais devido à possibilidade de um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais tolerante à inflação para viabilizar cortes de juros.  

Essa dinâmica simultânea — estímulos fiscais ampliados e política monetária mais branda — pressiona o dólar e também a parte mais longa da curva de juros. 

O debate deixa de ser apenas se o Fed vai cortar juros, e passa a ser a que custo — em inflação, dívida e credibilidade. 

IA: de motor para infraestrutura a motor para receita 

Há um outro elemento central no cenário norte-americano: o ciclo da inteligência artificial. Se 2025 foi o ano do investimento em data centerschips, modelos e infraestrutura, 2026 será o ano da cobrança.  

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O mercado, segundo a Kinea, deixa de premiar quem investe e passa a exigir quem consegue transformar IA em receita recorrente e em aumento real de lucro. 

É a “batalha da receita” que definirá quem realmente sai vencedor dessa corrida tecnológica. 

Brasil: o duelo que definirá a narrativa dos mercados 

Enquanto os EUA lidam com um cerco prolongado, o Brasil caminha para uma eleição que, na leitura da Kinea, se parece com o duelo entre Aquiles e Heitor.  

A perspectiva da Kinea é de que a disputa fique entre Luiz Inácio Lula da Silva, o incumbente, e Tarcísio de Freitas, que emerge como o desafiante do atual presidente. 

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São dois projetos de país com visões opostas sobre responsabilidade fiscal, produtividade, política industrial e ambiente de negócios. 

A vantagem do incumbente no Nordeste é robusta. Já o desafiante aparece como uma força emergente, com apoio relevante de parte do empresariado. Mas, segundo a Kinea, o verdadeiro campo de batalha estará no Sudeste, especialmente em São Paulo — onde o atual presidente lidera as intenções de voto, algo improvável até pouco tempo atrás. 

Economia em marcha lenta, espaço para cortes de juros 

O pano de fundo econômico não é trivial. O Brasil entra no segundo semestre de 2025 praticamente estagnado, com o mercado de trabalho perdendo fôlego e a inflação surpreendendo para baixo.  

Para a Kinea, esse ambiente cria as condições para o Banco Central iniciar um ciclo de cortes de juros logo no primeiro trimestre de 2026 — possivelmente mais profundo do que o precificado hoje na curva. 

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A questão decisiva, porém, não é a monetária. É a fiscal. 

Eleições no Brasil, desafio fiscal e a bolsa brasileira 

A capacidade do governo de entregar um plano fiscal crível — ou de o desafiante de apresentar uma alternativa consistente sem recorrer a aumentos relevantes de impostos — é o que deve ditar o rumo dos ativos domésticos em 2026, segundo a Kinea. 

Hoje, o prêmio de risco do mercado de ações brasileiro está próximo da média histórica, mas os juros reais longos permanecem em patamar inconsistente com um “bull market” sustentado, segundo a Kinea. 

A avaliação é que um plano fiscal sólido teria poder para comprimir a parte longa da curva e destravar um movimento relevante de valorização da bolsa. A Kinea descreve esse potencial como “grande demais para ser ignorado”. 

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Isso justifica a preferência por comprar opcionalidades em bolsa e manter posições em real, visto como uma aposta assimétrica graças ao alto diferencial de carrego (carry) frente ao dólar. 

O tabuleiro global das commodities em 2026 

No cenário global de commodities, a Kinea vê três protagonistas: 

  • Ouro: mantém o posto de porto seguro em um mundo pressionado por déficits elevados, incerteza fiscal e compras constantes de bancos centrais; 
  • Petróleo: enfrenta excesso de oferta, mas com um piso funcional: abaixo de US$ 50, a produção marginal nos EUA começa a ceder; e 
  • Gás natural: batizado pela Kinea como o “fogo sagrado da era da IA”, o gás natural se torna o combustível estratégico do século, com data centers sendo instalados a um ritmo histórico. 

No fim, o que define o “ano de Troia” não é a batalha em si, mas o preço da vitória. 

Nos EUA, a insistência no estímulo fiscal pressiona o dólar e alonga a curva de juros. No Brasil, a eleição determina a credibilidade fiscal — e, com ela, o valor de todos os ativos domésticos. 

Se a muralha fiscal for reforçada, a Kinea acredita que o país tem potencial para um dos “ciclos mais interessantes entre os emergentes”. 

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É por isso que, em 2026, a pergunta fundamental não será “quem vencerá a guerra?”, mas quem sobreviverá às próprias vulnerabilidades — ao seu calcanhar de Aquiles.

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