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A performance da petroquímica hoje vem na esteira de notícias de que Nelson Tanure quer abocanhar um pedaço da empresa
As ações da Braskem (BRKM5) tomaram força nesta sexta-feira (23) e figuram entre as maiores altas do Ibovespa pela tarde.
Por volta de 15h10, os papéis BRKM5 avançavam 5,31%, cotados a R$ 10,70. Nas máximas do dia, as ações chegaram a superar os 10% em valorização.
Em 12 meses, porém, a petroquímica ainda marca desvalorização da ordem de 46% na B3, avaliada hoje em pouco mais de R$ 8,5 bilhões.
A performance robusta da petroquímica na bolsa hoje vem na esteira de notícias de que o empresário Nelson Tanure quer abocanhar um pedaço da empresa.
Segundo o colunista d’O Globo, Lauro Jardim, Tanure fez um oferta de aquisição pela Braskem (BRKM5) recentemente.
Nas condições atuais, a principal acionista da Braskem, a Novonor (ex-Odebrecht), veria sua participação encolher de 50,1% para cerca de 5% caso o negócio com Tanure seja acertado, de acordo com o jornal.
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Contudo, qualquer mudança de controle da Braskem terá que ser negociada também com os bancos credores — Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Braskem afirmou que não comentará o assunto. A assessoria de Tanure também não se pronunciará sobre o tema.
A Braskem (BRKM5) segue sob forte pressão sobre as finanças. Se por um lado, os números do primeiro trimestre de 2025 melhoraram em relação ao fim do ano passado, de outro, os resultados permanecem fracos em geral na comparação anual.
O desempenho segue impactado pelos spreads — diferença entre o preço da matéria-prima e o preço dos produtos derivados — mais baixos no mercado de petroquímicos.
No primeiro trimestre de 2025, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 698 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,3 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.
Contudo, a dívida líquida da Braskem chegou a US$ 6,6 bilhões, 25% a mais do que o registrado no mesmo período de 2024.
Vale lembrar que a Braskem (BRKM5) anunciou no fim de 2024 uma reestruturação do alto escalão da petroquímica, com o objetivo de acelerar iniciativas de eficiência para enfrentamento ao ciclo de baixa do setor petroquímico, alinhadas com o atual direcionamento estratégico da companhia.
*Com informações do Money Times e d'O Globo.
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