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Em semana marcada por Super Quarta e conflito internacional, o Ibovespa andou de lado, mas com repercussões significativas; entenda
A semana foi cheia de emoções: alta da Selic pelo Copom, manutenção dos juros nos EUA — com direito a reclamação de Donald Trump —, e disparada do petróleo em meio ao conflito de Israel e Irã. Porém, ao final de sexta-feira (20), o saldo do Ibovespa terminou praticamente zerado, com leve queda de 0,07%, aos 137.116 pontos.
Para a próxima semana, os investidores terão um calendário cheio de indicadores para guiar suas negociações. Está prevista divulgação da Ata do Copom, do relatório do CAGED e da PNAD Contínua, da taxa de desemprego e do IPCA-15.
Além disso, nos EUA, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, irá discursar na quarta-feira (25) e sexta (27) será divulgado o núcleo do PCE — indicador de inflação que tem maior peso nas decisões de política monetária do país.
Enquanto tudo isso fica na esteira das expectativas, vamos aos destaques dos acontecimentos da semana que mexeram com o Ibovespa.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic em 25 pontos-base, para 15% ao ano, surpreendendo parte do mercado que esperava uma manutenção em 14,75%.
A decisão desta semana provavelmente marca o fim do ciclo de alta iniciado em setembro do ano passado, mas com o comitê sinalizando que a Selic deve permanecer no nível atual por um “período muito prolongado”.
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As ações brasileiras reagiram negativamente no pregão seguinte à decisão, o de sexta-feira (20), com o Ibovespa caindo 1,15%. Das 84 ações do índice, 74 encerraram o dia no campo negativo.
Ao mesmo tempo, a curva de juros futuros DI — que orienta as taxas dos títulos de renda fixa —apresentou aumento nas taxas de vencimento no curto prazo (DI Jan/27: +11 pontos-base) e as pontas longas registraram queda nas taxas (DI Jan/34: -14 bps).
Globalmente, o Federal Reserve (Fed) manteve as taxas de juros inalteradas pela quarta reunião consecutiva, na faixa de 4,25% a 4,5% ao ano, em linha com as expectativas do mercado.
O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o comitê está “bem posicionado para esperar” antes de realizar novos ajustes. Os investidores, entretanto, continuam precificando o próximo corte de juros nos EUA para setembro, segundo relatório da XP.
No Japão e no Reino Unido também teve decisão de política monetária, com ambos os bancos centrais mantendo as taxas inalteradas em 0,5% e 4,25%, respectivamente.
Enquanto isso, o destaque dos noticiários fica para os ataques entre Israel e Irã. Donald Trump indicou que tomará uma decisão final sobre uma eventual participação direta dos EUA no conflito nas próximas duas semanas.
Como resultado, os preços do petróleo negociados no mercado internacional subiu novamente, com o Brent chegando a US$ 77,01 o barril, frente uma cotação na faixa de US$ 65 há pouco menos de um mês.
Embora o preço do petróleo esteja em destaque, não foram as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) que tiveram o melhor desempenho no Ibovespa ao longo da semana.
O topo da semana ficou para a Embraer (EMBR3), que disparou 9,2% em uma semana de quatro dias de negociação. A ação fechou a semana cotada em R$ 72,53, e no ano apresenta valorização superior a 25%.
A empresa foi classificada como uma das vencedoras do Paris Air Show, uma feira importante da indústria aeroespacial e de defesa. Durante os três dias de evento, a Embraer fez uma série de anúncios de novos acordos, bem acima do esperado pelo mercado.
| Empresa (ticker) | Valorização na semana | Preço de fechamento* |
|---|---|---|
| Embraer (EMBR3) | 9,2% | R$ 72,53 |
| Direcional (DIRR3) | 6,8% | R$ 42,15 |
| Tim (TIMS3) | 4,7% | R$ 21,52 |
| Vivara (VIVA3) | 4,6% | R$ 25,47 |
| B3 (B3SA3) | 4,4% | R$ 13,62 |
Na ponta negativa, o destaque ficou para a Cosan (CSAN3), que perdeu 10,3% na semana depois que um banco de investimentos revisou para baixo o preço-alvo da ação.
O detrator foi o Citi, que afirmou esperar avanços na estratégia de reciclagem de portfólio da empresa, que busca ajustar sua estrutura de capital. Porém, os analistas pontuam que esse processo pode levar tempo.
Principalmente porque eles acreditam que a Cosan está avaliando a forma mais racional de vender seus ativos – a um preço justo – sem perder a qualidade do portfólio.
Com isso, o preço-alvo caiu de R$ 14 para R$ 12. Já as ações da Cosan fecharam a R$ 7,28 ao final do pregão de sexta (20).
| Empresa (ticker) | Valorização na semana | Preço de fechamento* |
|---|---|---|
| Cosan (CSAN3) | -10,3% | R$ 7,28 |
| Usiminas (USIM5) | -7,8% | R$ 4,40 |
| Marfrig (MRFG3) | -7,4% | R$ 23,32 |
| Raízen (RAIZ4) | -6,0% | R$ 1,72 |
| Gerdau (GGBR4) | -4,5% | R$ 16,01 |
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