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Em maio, o retorno dos chamados JGBs de 40 anos subiram para 3,675% — atingindo o maior nível desde 2007

Gato escaldado tem medo de água fria. O ditado é brasileiro, mas são os japoneses que estão levando a frase popular ao pé da letra. Depois que um forte avanço nos rendimentos deixou os mercados alarmados, o Ministério das Finanças do Japão planeja reduzir a emissão de títulos (JGBs, na sigla em inglês) de longo prazo.
Em reunião com os principais negociadores de JGBs nesta sexta-feira (20), o ministério colheu opiniões sobre o plano de cortar as ofertas de títulos de 20 anos em 200 bilhões de ienes (US$ 1,37 bilhão no câmbio atual) a cada leilão e as de JGBs de 30 e 40 anos em 100 bilhões de ienes, também a cada leilão, até março de 2026. A proposta é que as reduções comecem em julho.
Para equilibrar os volumes emitidos, o ministério disse que também planeja aumentar a emissão de JGBs de 2 anos e outros papéis de prazo mais curto.
O plano de emissão de dívida super longa do governo do Japão está em evidência desde que seus rendimentos atingiram máximas em vários anos recentemente, refletindo a fraca demanda de investidores e preocupações sobre o custo de pagamento da enorme dívida federal.
A sustentabilidade fiscal é um desafio de longa data para o Japão, que possui uma dívida federal duas vezes maior que o tamanho de sua economia.
Em maio, o retorno dos JGBs de 40 anos saltou para 3,675%, atingindo o maior nível desde 2007, quando o ministério começou a emitir esse tipo de papel. Já o rendimento do JGB 30 anos alcançou o patamar inédito de 3,185%.
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O ministro das Finanças, Katsunobu Kato, tem alertado que o aumento dos rendimentos poderá impulsionar os custos com pagamentos de juros e intensificar a pressão fiscal, embora tenha ressaltado que não houve problemas nas vendas de JGBs a investidores.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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