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ONDA DE REVISÕES CONTINUA

Hapvida (HAPV3) lidera altas do Ibovespa após tombo da semana passada, mesmo após Safra rebaixar recomendação

Papéis mostram recuperação após desabarem mais de 40% com balanço desastroso no terceiro trimestre, mas onda de revisões de recomendações por analistas continua

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17 de novembro de 2025
15:53 - atualizado às 15:54
Montagem em fundo vermelho, com um aparelhos médicos, e o logo da Hapvida no canto superior esquerdo
Hapvida. - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/ Canva Pro

Na tentativa de recuperar as fortes perdas da semana passada, as ações da Hapvida (HAPV3) lideram os ganhos do Ibovespa nesta segunda-feira (17).  Por volta de 15h30 (horário de Brasília), HAPV3 registrava alta de 4,50%, a R$ 18,59.

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Os papéis da operadora de saúde enfrentaram uma forte pressão vendedora nos últimos dois pregões, em reação aos números do terceiro trimestre (3T25).

Na noite da última quarta-feira (12), a operadora de saúde reportou um lucro líquido de R$ 338 milhões entre julho e setembro, alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

No período, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 746,4 milhões, diminuição de 2,1%, sem efeitos não recorrentes.

Mas os principais pontos de atenção foram o caixa da companhia e o aumento da taxa de sinistralidade (MLR): a operadora teve uma queima de fluxo de caixa livre de R$ 51,9 milhões no 3T25, pressionado pela piora do Ebitda; e o MLR subiu 1,4 ponto percentual, para 75,2%, alta motivada pelo aumento de ocorrências médicas.

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Com os resultados e uma série de revisões nas estimativas dos bancos, as ações tombaram mais de 42% na semana passada.

Leia Também

Safra rebaixa recomendação da Hapvida

Na esteira de vários bancos, o Safra revisou as estimativas para Hapvida e rebaixou a recomendação da ação de compra para neutro. 

O banco também cortou o preço-alvo para R$ 22,50 — o que ainda representa um potencial de valorização de 25% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (14). 

Em relatório divulgado nesta segunda, os analistas Ricardo Boiati, Thiago Marmo e Rafael Une afirmaram que a operadora de saúde apresentou um conjunto “muito fraco de resultados” no 3T25, ficando bem abaixo do consenso e desencadeando uma forte venda das ações. 

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Para a equipe do Safra, as revisões negativas de lucro — após os resultados do 3T25 — “pioram a perspectiva de valuation, enquanto a falta de visibilidade torna uma precificação mais desafiadora”. 

“A ausência de metas de margem, seja de curto ou longo prazo, deixa o mercado praticamente no escuro quanto ao caminho da recuperação e ao equilíbrio de longo prazo”, escreveram os analistas. 

Além disso, a percepção de risco da ação entre investidores parece ter aumentado de forma material, na visão dos analistas, diante de revisões significativas para baixo nos lucros, da volatilidade relevante nos resultados e no preço das ações, bem como da execução heterogênea desde a aquisição do Grupo Notre Dame Intermédica — há quase quatro anos. 

O Safra ainda afirma que o ruído regulatório contínuo pode contribuir ainda mais para reduzir o apetite dos investidores.

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Onda de revisões

O Safra é a quinta instituição a revisar as estimativas para a Hapvida após os números do 3T25. 

Na última sexta-feira (14),  a Ágora Investimentos/Bradesco BBI reduziu o preço-alvo das ações em quase 50% — um corte de R$ 24. Agora, o banco projeta as ações HAPV3 em R$ 27 no final de 2026. O preço-alvo anterior era de R$ 51.

O BB Investimentos também rebaixou a recomendação das ações de compra para neutro, e o BTG Pactual cortou o preço-alvo de R$ 67 para R$ 50 no final de 2026. 

Já o JP Morgan fez uma dupla revisão: rebaixou a recomendação de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 52 para R$ 39. 

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