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Mesmo com rentabilidade inferior, segurança da renda fixa mantém investidores estagnados, com saídas ainda bilionárias das estratégias de risco
O ano de 2025 está bom para estratégias de investimento com uma pontada mais generosa de risco. As variadas possibilidades de se investir em ações acumulam as melhores rentabilidades do ano, seja em fundos de ações ou em fundos multimercados.
Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) sobre o retorno dos fundos no acumulado do ano até o terceiro trimestre mostram que diferentes estratégias de investimento em ações entregaram rentabilidades muito superiores às da renda fixa.
Até o fim de setembro, o Ibovespa acumulou 21,6% de valorização no acumulado do ano — o dobro do CDI (10,4%), que é o benchmark de retorno dos títulos de renda fixa.
A estratégia long and short, dos multimercados, que investe tanto em ativos "comprados" (long) quanto "vendidos" (short), simultaneamente, rendeu 20,9%.
Ainda assim, a classe de multimercados continua com um saldo negativo de captações no ano. As saídas somam R$ 73,3 bilhões até setembro. A Anbima, no entanto, olha para o número como um copo meio cheio.
“É um número expressivo, mas de menor magnitude quando comparado aos dois últimos anos. Boa parte do dinheiro já saiu. Os investidores que queriam sair saíram, e os que ficaram são os resilientes”, diz Pedro Rudge, diretor da Anbima.
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Todos os dados dos fundos multimercados caíram no acumulado do ano: captação líquida, número de fundos e número de contas. No entanto, a associação destaca a manutenção do patrimônio líquido no mesmo patamar do ano passado: R$ 1,6 trilhão.
Para Rudge, essa é uma evidência clara de como a estratégia flexível dos multimercados é um diferencial na indústria e como a rentabilidade desses fundos vai ajudar na recuperação dos ativos quando os juros caírem.
“É um benefício muito grande para o investidor ter um veículo dinâmico, que possa ser oportunístico. Essa performance no ano é uma recuperação desenhada”, diz o diretor.
Mesmo diante da possibilidade de uma rentabilidade que é o dobro do que estão entregando os títulos de renda fixa, o brasileiro não larga o osso.
Os fundos de renda fixa registraram uma captação líquida de R$ 150,2 bilhões no acumulado do ano até setembro. O volume é menos da metade quando comparado ao mesmo período do ano passado (R$ 357,6 bilhões), mas ainda é o maior em relação aos outros fundos.
Segundo a Anbima, a explicação é a mesma dos últimos dos anos: juros altos que entregam rentabilidades consistentes e seguras.
“É um retorno bom. Estamos falando de 11% sem risco. Isso mantém o apetite dos investidores baixo para essas duas classes mais arriscadas, mesmo que paguem mais”, diz Rudge.
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