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André Lion, sócio e CIO da Ibiuna, fala sobre as perspectivas para a Bolsa, os riscos de 2026 e o impacto das eleições presidenciais no mercado
O mercado de ações brasileiro vive um momento surpreendente em 2025. Mesmo em um cenário de juros altos e volatilidade externa, o Ibovespa acumula uma alta de 17% no ano — sendo que superou 20%, mas devolveu uma parte recentemente.
Essa valorização inesperada levanta uma questão crucial para investidores. Seria este um movimento sustentável ou apenas um "voo de galinha" passageiro?
Para responder a esta e outras perguntas, o Touros e Ursos desta semana recebeu André Lion, sócio e CIO da estratégia de ações da Ibiuna Investimentos. Para ele, de fato, essa “é realmente a pergunta de 2025".
“Eu acho muito importante entender o que causou esse movimento e até comparar o Brasil com outros países compatíveis. Na verdade, toda essa movimentação de apreciação na Bolsa não tem nada de específico do Brasil. Foi um movimento global”, afirmou.
Segundo Lion, a alta do Ibovespa não é um fenômeno isolado do Brasil, mas um movimento global. O impulso local e em outros países emergentes veio do enfraquecimento do dólar contra outras moedas.
O dinheiro que estava concentrado nos Estados Unidos começou a migrar para ativos de risco de outros países. Lion aponta que o desempenho do mercado brasileiro em dólar tem sido muito parecido com o de outros mercados emergentes.
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“Isso vai continuar? Existe uma boa perspectiva de continuar. A gente entrou, de fato, em um cenário de política monetária mais frouxa no mundo, que favorece ativos de risco”, disse Lion.
O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) iniciou o corte de juros em setembro, e a expectativa é de que o banco central brasileiro, além de outras autoridades monetárias pelo mundo, siga o mesmo caminho.
A projeção da Ibiuna é de que o Ibovespa pode chegar a 150 mil pontos ou até superar essa marca nesta reta final de 2025. O principal fator que dita o ritmo desse crescimento é a política monetária.
"Mas aí, é aquela coisa, o juro tem que cair pela razão certa. Se cair pela razão errada, que é atividade muito fraca, isso não é bom para o investimento", diz o gestor.
Lion vê a alocação da maioria dos investidores em Bolsa como excessivamente baixa. Segundo ele, a maior parte dos portfólios estão zerados em ações ou muito próximos de zero.
“Será que não faz sentido ter 5% em ações? Essa é a discussão. Todo mundo fica olhando a Selic em 15% ao ano. Sem dúvida, é um bom retorno. Só que outros ativos andaram 25%, 30%, 40%. Então, tem que ter um pouco dessa parametrização, dessa troca”, afirma o gestor.
Ele lembra que a Selic deve cair em 2026 e esse rendimento de 15% não vai durar. E durante um ciclo de queda dos juros, a tendência é as ações performarem bem.
A Ibiuna busca empresas resilientes, com exposição à atividade doméstica e com balanços pouco alavancados.
Entre as posições destacadas por Lion estão Vivara (VIVA3), a única no varejo, e Multiplan (MULT3). Outra posição relevante é Bradesco (BBDC4).
No quadro Touros e Ursos, que dá nome ao podcast — em que os “touros” são os destaques positivos e os “ursos” são os negativos — a Raízen (RAIZ4) ficou com a indicação negativa.
O mercado teme uma reestruturação de dívidas, com forte pressão sobre seus títulos negociados no exterior.
Além disso, o governo Lula também levou a pior, devido a derrota da Medida Provisória de elevação dos impostos sobre investimentos. Essa derrota representa um custo fiscal de mais de R$ 40 bilhões para 2026.
Já entre os destaques positivos da semana, Cristiano Ronaldo foi o nome da vez ao se consagrar como o primeiro atleta de futebol a entrar para o clube dos bilionários. A fortuna do craque português chegou a US$ 1,4 bilhão, segundo a Forbes. Seu contrato com o clube Al-Nassr, na Arábia Saudita, foi crucial para este feito.
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
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