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O banco projeta uma maior desconcentração do índice e destaca que os grandes papéis ligados às commodities perderão espaço
O Ibovespa deve passar por mudanças no próximo rebalanceamento da carteira, válida de setembro a dezembro de 2025, e o BTG Pactual já tem projeções sobre as alterações.
Segundo o banco, a Cury (CURY3) deve ser incluída no principal índice da B3, enquanto Petz (PETZ3) e São Martinho (SMTO3) tendem a ser retiradas da carteira.
A B3 revisa a composição do Ibovespa a cada quatro meses. A primeira prévia oficial da nova carteira será divulgada em 1º de agosto.
O BTG também destaca que o Ibovespa, historicamente focado nos grandes nomes da bolsa brasileira, pode estar voltando a um movimento de desconcentração.
De acordo com o BTG, a Cury deve entrar no índice com peso de 0,19%, e com pressão de compra equivalente a 1,4x o volume diário de negociação.
Por outro lado, Petz (peso de 0,05%) e São Martinho (0,1%) devem deixar o índice, com pressão vendedora potencial de 0,9x e 1,6x, respectivamente.
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A ação do Pão de Açúcar (PCAR3) também está no limite para continuar no índice. Segundo o relatório, uma melhora de desempenho de apenas 0,20 ponto percentual já seria suficiente para garantir sua permanência.
Outro movimento no principal índice, na visão do banco, é uma maior diversificação setorial e de empresas, com o Ibovespa se afastando dos maiores papéis.
Em 2019, os 10 maiores papéis representavam 61% das ações no índice. Essa porcentagem começou a recuar após esse período, e em maio de 2025, chegou a 49%.
Com isso, houve uma redução da dominância dos grandes bancos e das gigantes de commodities no Ibovespa.
Para setembro, o BTG projeta que o peso das dez maiores empresas do índice será responsável por 53% da próxima carteira.
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