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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

FÔLEGO RENOVADO

Após o rali de quase 50% no ano, ação do Bradesco (BBDC4) ainda tem espaço para subir? UBS BB acredita que sim

Banco mantém recomendação de compra para BBDC4 e eleva preço-alvo para R$ 21. Saiba o que sustenta a visão otimista

Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar as ações do banco Bradesco (BBDC4) na B3.
Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar as ações do banco Bradesco (BBDC4) na B3. - Imagem: Dall-E/ChatGPT

Depois de um longo e doloroso capítulo de reestruturação, o Bradesco (BBDC4) parece ter virado a página — e com direito a aplausos do mercado. 

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Os números robustos do primeiro trimestre de 2025 reacenderam o sinal verde para o UBS BB, que manteve a recomendação de compra, mas elevou o preço-alvo das ações de R$ 18,00 para R$ 21,00 no horizonte de 12 meses.

A nova projeção representa um potencial de valorização de quase 30% frente ao último fechamento. 

E, se confirmada, deve turbinar ainda mais o desempenho de BBDC4 na B3. Os papéis do bancão acumulam uma alta de cerca de 50% no ano, bem acima dos 15% do Ibovespa no mesmo período.

Tendência é de alta — e não só nas ações BBDC4

Para o UBS BB, o Bradesco vive um momento de tendências construtivas no curto e médio prazo, com expansão da carteira de crédito, qualidade dos ativos sob controle e margens mais saudáveis — tudo isso reforçado pela própria diretoria, liderada por Marcelo Noronha.

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“A combinação de tendências construtivas no curto e médio prazo, somada a um valuation atrativo, nos leva a reiterar nossa recomendação de compra, mesmo após a forte performance das ações no acumulado do ano”, escreveram os analistas, em relatório. 

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O banco atualmente negocia a 0,95 vez o valor patrimonial (P/VPA) — um desconto de aproximadamente 15% em relação à média histórica de 1,1 vez. Para o UBS BB, há espaço para uma nova rodada de reprecificação.

Eficiência na mira do Bradesco 

O coração da tese de valorização do Bradesco (BBDC4) agora está no índice de eficiência — e o UBS BB vê um campo fértil para melhorias. 

A administração do Bradesco projeta que o indicador, atualmente na casa dos 50%, caia para cerca de 40% até 2028. Essa melhora deve ser impulsionada pela otimização da rede física e iniciativas de controle de custos.

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Segundo os analistas, cada ponto percentual de melhora pode ter um efeito expressivo. Nos cálculos do UBS, uma redução de 1 ponto no índice de eficiência pode aumentar a rentabilidade em 0,6 ponto percentual.

“Vemos espaço significativo para o Bradesco melhorar esse indicador nos próximos anos”, projetou o UBS BB.

Na leitura dos analistas, uma queda no custo de capital (COE), diante da recente compressão dos juros longos no Brasil, e um aumento na rentabilidade média (ROAE) ao longo dos anos podem justificar múltiplos mais elevados para o Bradesco.

Rentabilidade do Bradesco (BBDC4) ainda em construção

Apesar do avanço, o UBS BB acredita que a rentabilidade do banco ainda não voltou ao nível normal — mas o cenário está se alinhando. 

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A expectativa é que o Bradesco consiga enfim alcançar uma rentabilidade em linha com o custo de crédito no segundo semestre de 2026. 

As novas estimativas apontam para um ROAE de 14,4% em 2025, subindo para 15,7% em 2026 e 16,7% em 2028 — uma trajetória firme de recuperação da lucratividade.

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