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Vale e Braskem brilham, enquanto em Nova York, a Microsoft e a Nvidia tropeçam e terminam a sessão com perdas

Há quem diga que o Ibovespa pode chegar aos 300 mil pontos — e tudo indica que essa não é uma marca impossível de ser alcançada. Nesta quarta-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira fechou em recorde pelo segundo dia seguido, avançando na marca dos 161 mil pontos e caminhando para os inéditos 162 mil pontos. O dólar, por sua vez, perdeu força em relação ao real.
O renovado apetite por risco no exterior e ganhos das ações ligadas às commodities foram os combustíveis da alta de hoje. A Vale (VALE3), por exemplo, saltou mais de 3% e fechou cotada acima dos R$ 70, o que adicionou R$ 10 bilhões ao valor de mercado da mineradora. VALE3 subiu 3,23%, aos R$ 70,69. No ano, o papel acumula valorização de 38,64%.
Mas foi Braskem (BRKM5) que roubou a cena. As ações subiram 4,19% com notícias de que a IG4 Capital e a Novonor (ex-Odebrecht) devem assinar um acordo de transferência das ações da petroquímica na próxima semana.
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Além disso, as movimentações corporativas dividiram as atenções. Para Alison Correia, analista de investimentos da Dom Investimentos, a forte distribuição de dividendos recente é um dos motivos que tem levado a bolsa brasileira a recordes nos últimos dias.
“As empresas que têm distribuído de uma forma muito forte seus dividendos, até para tentar antecipar esse repasse por conta do aumento dos tributos a partir de janeiro. Também estamos no maior nível de recompra de empresas da história”, afirmou Correia.
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No ambiente doméstico, o investidor ainda monitorou a sinalização diplomática positiva após conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Depois de fechar na véspera acima dos 161 mil pontos pela primeira vez, o Ibovespa terminou a sessão desta quarta-feira (3) com alta de 0,41%, aos 161.755,18 pontos. No ano, o índice acumula alta de 34,48%.
Dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram a expectativa de queda de juros a uma semana da reunião do Federal Reserve (Fed), o que debilitou globalmente o dólar e pressionou para baixo também os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro norte-americano —, enquanto os índices acionários em Nova York se valorizaram.
Por aqui, sob a influência externa, o dólar à vista caiu 0,32%, aos R$ 5,3133, no menor preço desde 14 de novembro. A divisa chegou à mínima de R$ 5,2992 no início da tarde.
O movimento desta quarta-feira ecoou o ritmo moderado dos mercados internacionais, enquanto investidores aguardavam uma série de dados dos EUA. Pesquisa ADP divulgada pela manhã mostrou que o setor privado perdeu 32 mil vagas em novembro, na contramão do esperado por analistas, que previam geração de 40 mil postos de trabalho no mês passado.
As expectativas se voltam agora para a divulgação do índice de preços para gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de agosto, na sexta-feira (5). Ferramenta de monitoramento do CME Group mostra que as chances de o Fed anunciar no próximo dia 10 um corte de 25 pontos-base da taxa de juros beiram os 90%.
Assim como Ibovespa, as bolsas em Nova York fecharam em alta, com os dados da ADP reforçando a convicção dos investidores de que o Federal Reserve cortará as taxas de juros na próxima semana.
O Dow Jones subiu 408,44 pontos, ou 0,86%, fechando em 47.882,90. O S&P 500 avançou 0,30%, encerrando o dia em 6.849,72 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve alta de 0,17%, fechando em 23.454,09 pontos.
Os investidores antecipam que um ambiente de juros mais baixos estimulará o crescimento do crédito e dará um impulso à economia norte-americana, levando as ações de importantes empresas financeiras, como Wells Fargo e American Express, a subirem hoje.
Na contramão, a Microsoft tropeçou: as ações caíram 2,5% após o The Information noticiar que a empresa estava reduzindo as cotas de vendas de software relacionadas à inteligência artificial.
As ações se recuperaram das mínimas do dia depois que a empresa negou ter reduzido as cotas de vendas para seus vendedores. Outras empresas ligadas ao setor de inteligência artificial (IA), incluindo as fabricantes de chips Nvidia e Broadcom, também recuaram, acompanhando a Microsoft. A Micron Technology também sofreu pressão, com queda de mais de 2%.
*Com informações do Money Times
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