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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DOS MERCADOS

A bolsa não vai parar: Ibovespa sobe 0,41% e renova recorde pelo 2º dia seguido; dólar cai a R$ 5,3133

Vale e Braskem brilham, enquanto em Nova York, a Microsoft e a Nvidia tropeçam e terminam a sessão com perdas

Carolina Gama
3 de dezembro de 2025
19:05 - atualizado às 19:59
Touro da bolsa de valores surfando
Touro da bolsa de valores surfando alta - Imagem: Imagem gerada por IA

Há quem diga que o Ibovespa pode chegar aos 300 mil pontos — e tudo indica que essa não é uma marca impossível de ser alcançada. Nesta quarta-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira fechou em recorde pelo segundo dia seguido, avançando na marca dos 161 mil pontos e caminhando para os inéditos 162 mil pontos. O dólar, por sua vez, perdeu força em relação ao real.

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O renovado apetite por risco no exterior e ganhos das ações ligadas às commodities foram os combustíveis da alta de hoje. A Vale (VALE3), por exemplo, saltou mais de 3% e fechou cotada acima dos R$ 70, o que adicionou R$ 10 bilhões ao valor de mercado da mineradora. VALE3 subiu 3,23%, aos R$ 70,69. No ano, o papel acumula valorização de 38,64%.

Mas foi Braskem (BRKM5) que roubou a cena. As ações subiram 4,19% com notícias de que a IG4 Capital e a Novonor (ex-Odebrecht) devem assinar um acordo de transferência das ações da petroquímica na próxima semana.

LEIA TAMBÉM: Conheça as análises da research mais premiada da América Latina: veja como acessar os relatórios do BTG Pactual gratuitamente com a cortesia do Seu Dinheiro 

Além disso, as movimentações corporativas dividiram as atenções. Para Alison Correia, analista de investimentos da Dom Investimentos, a forte distribuição de dividendos recente é um dos motivos que tem levado a bolsa brasileira a recordes nos últimos dias.

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“As empresas que têm distribuído de uma forma muito forte seus dividendos, até para tentar antecipar esse repasse por conta do aumento dos tributos a partir de janeiro. Também estamos no maior nível de recompra de empresas da história”, afirmou Correia.

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No ambiente doméstico, o investidor ainda monitorou a sinalização diplomática positiva após conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Depois de fechar na véspera acima dos 161 mil pontos pela primeira vez, o Ibovespa terminou a sessão desta quarta-feira (3) com alta de 0,41%, aos 161.755,18 pontos. No ano, o índice acumula alta de 34,48%.

Ibovespa sobe, dólar flerta com a estabilidade

Dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram a expectativa de queda de juros a uma semana da reunião do Federal Reserve (Fed), o que debilitou globalmente o dólar e pressionou para baixo também os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro norte-americano —, enquanto os índices acionários em Nova York se valorizaram.

Por aqui, sob a influência externa, o dólar à vista caiu 0,32%, aos R$ 5,3133, no menor preço desde 14 de novembro. A divisa chegou à mínima de R$ 5,2992 no início da tarde.

O movimento desta quarta-feira ecoou o ritmo moderado dos mercados internacionais, enquanto investidores aguardavam uma série de dados dos EUA. Pesquisa ADP divulgada pela manhã mostrou que o setor privado perdeu 32 mil vagas em novembro, na contramão do esperado por analistas, que previam geração de 40 mil postos de trabalho no mês passado.

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As expectativas se voltam agora para a divulgação do índice de preços para gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de agosto, na sexta-feira (5). Ferramenta de monitoramento do CME Group mostra que as chances de o Fed anunciar no próximo dia 10 um corte de 25 pontos-base da taxa de juros beiram os 90%.

Onde investir em dezembro: as melhores ações brasileiras e internacionais, FIIs e dividendos

As bolsas em Nova York

Assim como Ibovespa, as bolsas em Nova York fecharam em alta, com os dados da ADP reforçando a convicção dos investidores de que o Federal Reserve cortará as taxas de juros na próxima semana.

O Dow Jones subiu 408,44 pontos, ou 0,86%, fechando em 47.882,90. O S&P 500 avançou 0,30%, encerrando o dia em 6.849,72 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve alta de 0,17%, fechando em 23.454,09 pontos.

Os investidores antecipam que um ambiente de  juros mais baixos estimulará o crescimento do crédito e dará um impulso à economia norte-americana, levando as ações de importantes empresas financeiras, como Wells Fargo e American Express, a subirem hoje.

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Na contramão, a Microsoft tropeçou: as ações caíram 2,5% após o The Information noticiar que a empresa estava reduzindo as cotas de vendas de software relacionadas à inteligência artificial.

As ações se recuperaram das mínimas do dia depois que a empresa negou ter reduzido as cotas de vendas para seus vendedores. Outras empresas ligadas ao setor de inteligência artificial (IA), incluindo as fabricantes de chips Nvidia e Broadcom, também recuaram, acompanhando a Microsoft. A Micron Technology também sofreu pressão, com queda de mais de 2%.

*Com informações do Money Times

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