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Queda nos papéis da subsidiária fabricante do ‘carro voador’ aconteceu após o anúncio do aumento de capital de US$ 94 milhões de diversos investidores
As ações da Eve Air Mobility (Eve) (NYSE: EVEX; EVEXW) caíram forte na Bolsa de Nova York ontem após a injeção de capital de US$ 94 milhões anunciada pela Embraer (EMBR3; ERJ).
Entretanto, a maior queda nos papéis da subsidiária da fabricante brasileira em 52 semanas não foi suficiente para mudar a visão do BTG Pactual sobre a ação da Embraer.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (02), o banco reiterou a recomendação de “compra” de ERJ na Bolsa americana. O BTG manteve o preço-alvo de US$ 32 para o papel da Embraer na Bolsa americana – o que representa um potencial de valorização de 23% em relação ao fechamento anterior.
Ontem, a ação da Eve fechou em queda de 19,01%, chegando a recuar 22,2% durante o pregão, cotada a US$ 3,15. Nesta terça, o papel fechou com leve queda de 0,91%, a US$ 3,25.
Já os papéis da Embraer encerraram o pregão de hoje em NY com leve queda de 0,54%, a US$ 25,90. Na Bolsa brasileira, a EMBR3 caiu 0,38%, negociada a R$ 36,56.
Na segunda-feira (01), a Embraer anunciou um aumento de capital da Eve no valor de US$ 94 milhões de diversos investidores, reduzindo sua participação na empresa de 87% para 83%.
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A transação foi fechada em 28 de junho com a emissão e venda de 23.500.000 de novas ações a um preço de compra de US$ 4 por ação. O aumento de capital também envolve a emissão de novas ações ordinárias e opções de subscrição, segundo a Embraer.
De acordo com a fabricante brasileira, a captação teve a participação de um grupo diversificado de empresas industriais globais, incluindo a Embraer, sua controladora, e a japonesa Nidec.
“O novo investimento direciona a Eve para o sucesso e financiará o desenvolvimento contínuo e a fabricação do eVTOL da empresa”, afirmou a fabricante brasileira, em comunicado.
Embora o aumento de capital da Eve indique que a Embraer esteja reduzindo gradualmente sua participação no controle da subsidiária, o BTG acredita que a fabricante de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) é uma “opção de valor atraente”.
Os analistas do banco ressaltaram que a redução da participação acionária está alinhada com a intenção da Embraer de apoiar o desenvolvimento do projeto e melhorar a liquidez da Eve.
“Esta estratégia de redução de capital também faz parte do processo gradual de desalavancagem do ERJ, designada internamente como ‘época de colheita’, o que deverá permitir a retomada dos pagamentos de dividendos até 2025”, afirma o banco.
“Continuamos otimistas em relação ao ERJ, um bom veículo de exposição ao USD [Dólar americano] nos mercados brasileiros.”
Apelidados de “carros voadores”, as primeiras aeronaves elétricas para transporte de passageiros desenvolvida pela Eve chegarão ao mercado em 2026. Atualmente, a startup controlada pela Embraer está produzindo o primeiro protótipo de seu eVTOL em escala real.
A expectativa da empresa é chegar a 50 mil eVTOLs em operação até o ano de 2030.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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