OPA da Cielo (CIEL3): CVM suspende registro de oferta para fechar o capital da empresa após questionamento de acionistas minoritários
Um grupo de gestoras convocou assembleia de acionistas nesta semana para propor outros preços para a oferta da empresa de maquininhas

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu a Oferta Pública de Aquisição (OPA) destinada a fechar o capital da Cielo (CIEL3) na bolsa brasileira, informou a empresa na noite da última sexta-feira (23).
O motivo da suspensão foi a convocação de uma assembleia especial de acionistas por minoritários que questionam o valor oferecido pelos controladores Bradesco e Banco do Brasil pelas ações da companhia na oferta. Segundo a Cielo, a medida e comum para casos como esse.
Na última quarta-feira (21), um grupo de acionistas que detém mais de 10% do capital da Cielo – composto pelas gestoras Encore, Clave, Mantaro, Ibiuna, XP Gestão e AZ Quest – pediram a convocação da assembleia, com a participação apenas dos minoritários.
O objetivo é aprovar a realização de um novo laudo para embasar a OPA pelas ações da Cielo.
Bradesco e Banco do Brasil ofereceram R$ 5,35 por ação da empresa de maquininhas. O valor representa um prêmio de 6,36% sobre as cotações na B3 no fechamento anterior ao anúncio da oferta.
Mas os minoritários entendem que o preço que os bancos devem pagar para fechar o capital da Cielo deveria ser bem maior. No pedido de convocação de assembleia, eles apresentam dois números, sendo um deles 61% acima da oferta de Bradesco e BB.
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Segundo as gestoras, pelos termos propostos pelos controladores, os minoritários deixariam de ganhar aproximadamente R$ 3,6 bilhões.
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Cielo (CIEL3) de malas prontas para deixar a bolsa
A OPA da Cielo, anunciada pelos controladores no começo de fevereiro, prevê a conversão do registro da companhia aberta da categoria "A" para "B" e a sua saída do Novo Mercado da B3.
Com a oferta, as ações da companhia deixariam de ser negociadas na B3, e a participação do BB na empresa pode chegar a 49,9%, enquanto o Bradesco ficará com 50,1% do capital. Hoje os bancos possuem uma participação conjunta de 58,7% na empresa, cujo valor de mercado é de R$ 13,67 bilhões na bolsa.
Se a operação vingar, a Cielo seguirá o mesmo caminho da Rede, que o Itaú tirou da bolsa ainda em 2012, e da GetNet, que ficou pouco tempo na B3 antes que o Santander também decidisse fazer uma oferta por todas as ações.
Com Estadão Conteúdo
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