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Para o CEO do Magalu, o canal 1P do e-commerce deve continuar em crescimento — e será fundamental na briga com as rivais internacionais; entenda
O crescente avanço do Mercado Livre (MELI34) no mercado brasileiro acionou um sinal de alerta para as tradicionais varejistas domésticas em meio à forte disputa pelo e-commerce. Mas Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza (MGLU3), já tem traçada a estratégia para bater de frente com os rivais — sejam eles locais ou internacionais.
Na avaliação do CEO, quando se trata do comércio digital, o canal 1P — com vendas diretas de mercadoria própria online — será fundamental para garantir a competitividade do Magalu.
“O momento é muito positivo, porque o fornecedor precisa do canal 1P forte, e no 1P, a gente é líder disparado. É quase impossível bater a gente nesse segmento”, afirmou, em teleconferência de resultados com analistas.
“Houve ciclo forte de fornecedores vendendo via 3P [com produtos de terceiros vendidos dentro da plataforma da varejista], mas o fornecedor agora quer balancear isso. As indústrias precisam equilibrar esse D2C [distribuidor para consumidor] para o 1P, e estamos nos consolidando como o principal parceiro da indústria.”
O canal de vendas 1P inclusive foi um dos destaques do balanço do Magalu no segundo trimestre de 2024, que impulsionou o avanço da margem bruta com o crescimento de 3 pontos percentuais na margem bruta de mercadorias do 1P.
Vale lembrar que o modelo de negócios do Mercado Livre consiste em vendas 3P.Esse foi um fator que potencialmente beneficiou a rival argentina, segundo Trajano, uma vez que o Meli praticamente não teve impactos com a mudança do cálculo do diferencial de alíquota (Difal).
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“Foi preciso repassar a margem para o 1P, e como esses concorrentes internacionais praticamente não tinham esse segmento, para eles o impacto do Difal foi mínimo. Preciso enfatizar, repassar 5% para margem em uma categoria brigada não é fácil.”
Já para varejistas como o Magazine Luiza, a volta do diferencial da alíquota (difal) do ICMS fez com que as mercadorias vendidas passassem a ser tributadas tanto na origem quanto no destino, aumentando o imposto pago pelas empresas de comércio eletrônico.
No caso do Magalu, a cobrança foi parcialmente repassada para os clientes ao longo dos últimos trimestres — sendo que só no segundo trimestre de 2024 o repasse aconteceu de forma integral.
“No e-commerce com estoque próprio, o difal totalmente repassado contribuiu para a expansão da margem bruta no trimestre”, afirmou a varejista, no balanço.
“O foco do online foi contribuir para o aumento de margem Ebitda, e é difícil fazer isso e focar em um crescimento acelerado ao mesmo tempo, mas entregamos o que nos comprometemos e agora vamos balancear isso com crescimento no ano que vem”, disse o presidente do Magalu.
Para Trajano, uma das alavancas para manter o crescimento do canal 1P do Magazine Luiza e ainda impulsionar o 3P será a parceria estratégica com o AliExpress.
“[O acordo] Vai ajudar bastante na agenda da plataforma online e crescimento da operação [do Magalu]”, afirmou.
A expectativa é que já em meados de junho o Magalu comece a vender produtos do 1P na plataforma do AliExpress. Já a entrada dos itens da linha premium da varejista asiática no Magazine Luiza deve acontecer em setembro, segundo o CEO.
Para Fred Trajano, a audiência que o Magalu conquistará através do AliExpress deve impulsionar a taxa de conversão da varejista e ajudar ainda na venda de outros produtos 1P nas plataformas da brasileira.
“Significa mais audiência e maior frequência de compra para a nossa plataforma, isso vai ser bom para os produtos dos nossos sellers também. Vamos chegar muito forte para a Black Friday.
Segundo Trajano, o acordo com o AliExpress ainda deve ajudar no crescimento das receitas de serviços do Magalu, uma vez que a varejista receberá take-rate, a taxa de comissão sobre a venda dos parceiros no marketplace, dessas vendas.
Além das estratégias para competir com players internacionais, o CEO do Magazine Luiza (MGLU3) ainda está confiante que a varejista está “blindada” para qualquer mudança negativa no ambiente macroeconômico — e isso inclui potenciais aumentos da taxa básica de juros (Selic), por exemplo.
“A margem forte nos blinda em relação a qualquer má notícia em relação à taxa de juros, até porque, mesmo com a Selic em um patamar ainda alto, nós estamos entregando resultado. Isso significa que, independente do cenário, tivemos uma estratégia acertada”, disse Fred Trajano.
“Estamos agora possibilitados com uma agenda de crescimento para o segundo semestre sem perder margem. Temos avenida para crescer a margem independente de qualquer coisa.”
Vale lembrar que o Magalu viu o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subir 61,6% em relação ao 2T23, para R$ 710,7 milhões.
Já a margem Ebitda ajustada subiu 2,8 pontos percentuais no trimestre, para 7,9% — a maior margem operacional da varejista desde 2019, antes da pandemia.
“Apresentamos o terceiro trimestre seguido de lucro líquido da companhia e atingimos um patamar histórico de margem operacional Ebitda. Esse percentual de margem estava sendo cogitado no consenso para o ano que vem e nós conseguimos antecipar essa agenda”, afirmou o presidente da varejista.
“O foco da companhia era voltar a dar lucro e crescer os resultados, e foi exatamente isso que o Magalu entregou nesses três trimestres”, acrescentou.
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