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A única que destoa do bloco é a Ser Educacional que, mais cedo, chegou a saltar 3%, mas perdeu força e agora opera no negativo

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta sexta-feira (16) o Fies Social, programa que permite o financiamento de 100% dos cursos particulares para alunos de baixa renda. A notícia não é positiva apenas para os estudantes — Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) apareceram entre as maiores altas do Ibovespa.
Na verdade, o Fies Social ajuda o setor de educação como um todo na bolsa. Por volta de 12h35, as principais empresas do segmento subiam em bloco:
A Ser Educacional (SEER3) é a única que destoa do bloco educação neste momento. As ações SEER3 chegaram a operar em alta de quase 3% mais cedo, mas agora revertem o sinal e caem 1,18%, cotadas a R$ 5,85. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
As ações do setor de educação não só ganharam um novo impulso com o lançamento do Fies Social como tendem a continuar subindo.
Segundo o Citi, o decreto de hoje pode sugerir novas mudanças a caminho. O banco diz que um impulso mais ousado em direção a um "Novo Fies" é o principal risco de alta para as ações de ensino superior no Brasil no curto prazo.
“Dito isto, os novos termos (por exemplo, incluindo EAD, copagamento, juros), condições (por exemplo, pontuação mínima do Enem, teto de renda familiar) e escala continuarão a ser fundamentais para avaliar possíveis implicações”, diz o Citi em relatório.
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O Fies deixou de fornecer empréstimos que cobriam todos os custos com educação desde 2016. Até então, quanto menor o salário médio da família, maior era a fatia da mensalidade que poderia ser paga só depois da formatura — mas era impossível alcançar os 100% de financiamento.
Com o anúncio de hoje, a partir do segundo semestre de 2024, os cadastrados no CadÚnico que tenham renda familiar per capita de até meio salário mínimo poderão pagar 100% dos gastos com a universidade só depois da formatura.
Vale, no entanto, lembrar que os "tetos" do Fies continuam valendo para todos, inclusive aos beneficiários do novo Fies Social.
Isso significa que o programa não vai financiar mais do que R$ 42,9 mil por semestre — para medicina, o limite é de R$ 60 mil. O valor que exceder essa quantia deverá ser pago a cada mês pelo aluno.
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