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A empresa, batizada de Ineeau Project Management Services, também poderá servir como veículo para operações financeiras estruturadas
Dubai se tornou um dos destinos favoritos dos brasileiros nos últimos anos — e uma empresa da B3 acaba de desembarcar por lá. A Inepar (INEP4) anunciou nesta terça-feira (23) que concluiu a regularização de uma empresa sediada na maior cidade dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o objetivo da empreitada é "evoluir estudos e negócios" na região, especialmente dentro do escopo de atuação da companhia, na área de infraestrutura.
A empresa, batizada de Ineeau Project Management Services, também poderá servir como veículo para operações financeiras estruturadas.
De acordo com a gestão, a Inepar está concluindo as diligências na busca de novos negócios nacionais e internacionais, públicos ou privados.
"Vamos continuar fazendo história, transformando a realidade por meio da inovação e da tecnologia", diz o comunicado.
Se nos Emirados Árabes a ideia é estudar novas possibilidades de negócios, por aqui a Inepar segue arrumando a casa.
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E a companhia, que está em recuperação judicial desde 2014, conseguiu duas vitórias importantes neste mês.
A Inepar, que terminou o ano prestes a ser expulsar da bolsa brasileira por falta de pagamento de anuidade, anunciou no início de janeiro que conseguiu reverter o cancelamento da listagem na B3. Com isso, os papéis INEP3 e INEP4 voltaram a ser negociados em pregão.
Alguns dias depois, em 18 de janeiro, a empresa anunciou que estava mais próxima de acertar as contas bilionárias com o governo federal após utilizar recursos legais de créditos de prejuízos fiscais para compensar a dívida tributária.
A Inepar regularizou R$ 720,72 milhões em débitos da “Transação Tributária Individual” que faz parte de um acordo fechado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no final de 2021, quando a companhia somava R$ 2,58 bilhões em dívidas com a União.
Depois do acordo, que estipulou um desconto de até 70% do total da dívida, os valores chegaram a aproximadamente R$ 870 milhões.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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