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Greve dos funcionários na Boeing exige reajuste salarial de 40%, mas pode resultar em demissões temporárias e congelamentos de vagas

A greve dos funcionários da Boeing, que começou na última sexta-feira (13), pode gerar uma turbulência bem indesejada: a gigante da aviação está considerando uma onda de demissões temporárias para economizar dinheiro.
Além dos “layoffs”, a empresa planeja congelar contratações, reduzir viagens e os gastos com fornecedores, segundo um comunicado interno para os funcionários nesta segunda-feira (16). A empresa defende que essas medidas são necessárias porque o “negócio está em um período difícil".
A “explosão” da greve dos funcionários aconteceu na semana passada, quando o maior sindicato da Boeing, que representa cerca de 33 mil funcionários, rejeitou um acordo de negociação salarial.
A proposta dos executivos da empresa foi um aumento salarial de 25% ao longo de quatro anos, abaixo dos 40% exigidos pelos participantes do sindicato.
O resultado foi uma rejeição da oferta com 94,6% dos votos e, na contramão, a aprovação do início da greve com 96% dos votos a favor – a primeira paralisação da empresa nos últimos 16 anos.
Com os funcionários das fábricas parados, a produção do 737 Max, o jato mais vendido da fabricante de aviões, foi interrompida.
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A duração da greve será o principal fator de risco para a liquidez da Boeing, dizem os analistas do UBS.
O banco estima três possíveis cenários para os resultados desta greve para o fluxo de caixa livre desta empresa:
A proposta do acordo salarial com os funcionários foi uma tentativa do novo CEO da Boeing, Kelly Ortberg, de restaurar a confiança sobre a fabricante de aviões. Ele assumiu o cargo há cerca de um mês em meio à crise da companhia.
A Boeing tem tentado recuperar sua reputação entre os investidores após casos de acidentes graves envolvendo os aviões da companhia. No entanto, só neste ano, as ações BA, listadas na NYSE, já despencaram 38%.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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