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Objetivo é atingir o percentual mínimo de ações da seguradora em circulação de acordo com as regras do Novo Mercado da B3
A Caixa Econômica Federal aprovou, em assembleia geral realizada nesta quarta-feira (16), a continuidade do procedimento para uma eventual oferta pública secundária subsequente de ações da Caixa Seguridade (CXSE3), controlada pelo banco.
A oferta tem como objetivo atingir o percentual mínimo de ações da seguradora em circulação, segundo as regras do segmento Novo Mercado da B3.
Com o aval da controladora, a Caixa Seguridade pode seguir com o processo de oferta com o consequente início do engajamento de instituições financeiras para atuarem como coordenadores, afirmou a companhia em fato relevante ao mercado.
A Caixa informou, ainda, que a efetiva realização da potencial oferta, assim como a definição dos seus termos e condições, estão sujeitos às condições do mercado de capitais, bem como a obtenção das aprovações necessárias, e será conduzida em conformidade com a legislação e a regulamentação aplicáveis.
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Pelas regras desse segmento, as empresas precisam ter, no mínimo, 20% das ações negociadas no mercado. O descumprimento dessa regra por um período prolongado de tempo pode fazer com que a listagem da empresa seja retirada do Novo Mercado.
Em março deste ano, a Caixa Seguridade (CXSE3) mantinha apenas 17,25% do capital em circulação no mercado desde a listagem no Novo Mercado da bolsa, em abril de 2021. O restante, cerca de 82,75%, pertence à controladora, a Caixa Econômica Federal.
Nos últimos anos, a seguradora da Caixa Econômica vem mantendo ao menos 15% das ações em circulação no mercado, desde que o volume financeiro médio diário de negociação das ações seja superior a R$ 20 milhões, obedecendo a uma regra transitória.
Com a alta das ações da Caixa Seguridade, o banco controlador quer aproveitar o momento para fazer o enquadramento e aumentar o volume de ações no mercado. Em 2024, os papéis da seguradora acumulam valorização de 14,64%, e de 36% nos últimos 12 meses.
Segundo o Broadcast, a operação poderia movimentar de R$ 1 bilhão a R$ 3 bilhões, valores que seriam suficientes para enquadrar a seguradora nas regras do Novo Mercado.
*Com informações da Inteligência Financeira
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