Gestora do MXRF11 diz que fundos imobiliários de papel podem lucrar com as novas regras de CRIs
Uma resolução do CMN lançada neste mês restringiu as regras para emissão dos títulos, o que tem criado oportunidades de ganho para FIIs, segundo a XP

Já faz 20 dias que o governo decidiu mudar as regras para a emissão de títulos financeiros isentos de Imposto de Renda como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Mas os gestores de fundos de papel — incluindo o do maior FII da categoria, o Maxi Renda (MXRF11) — ainda tentam entender qual será o impacto das novidades no setor.
A equipe da XP, que é responsável pelo MXRF11 e outros três FIIs de CRI, confirmou que está estudando o tema e “reavaliando algumas operações que já estavam em estágio de estruturação”.
A informação consta no relatório de desempenho do quarto trimestre dos fundos, divulgado na última quarta-feira (21). No documento, a XP relembra que a resolução nº 5.118 proibiu a emissão de CRI por companhias abertas não relacionadas ao mercado imobiliário.
A restrição mira em impedir casos emblemáticos como o da Localiza, que utilizou o título para financiar o pagamento de aluguéis.
Mas, segundo a gestora, acabou restringindo também uma “ampla variedade de opções que haviam se popularizado nos últimos anos.”
- LEIA TAMBÉM: 5 fundos imobiliários para comprar agora e buscar “aluguéis” na conta em forma de proventos
Como a queda na emissão de CRIs pode ser benéfica para o MXRF11 e outros FIIs de papel?
A medida não afeta as emissões de CRI que já se encontram em análise na CVM. Já para as estruturações futuras, haverá uma redução significativa no número de emissores elegíveis para o futuro.
Leia Também
Porém, de acordo com a XP, essa queda pode ter um efeito positivo para o MXRF11 e outros fundos de papel à medida em que o mercado volte a concentrar-se em operações “tradicionais e mais sofisticadas” de financiamento ao setor imobiliário.
E os tomadores típicos desses CRIs costumam ser justamente os FIIs, “que possuem equipes especializadas para análise e monitoramento de tais operações”.
Além disso, considerando que títulos emitidos por empresas não imobiliárias atraíram muitos recursos de pessoas físicas no passado, as limitações podem trazer esse fluxo de pequenos investidores para a base dos fundos.
Para a gestora, outra consequência da resolução que afeta diretamente o rendimento dos FIIs, é que, com a maior procura de CRIs high grade — emitidos por empresas com baixo risco de crédito — no mercado secundário, já é possível observar o fechamento de spreads, aumento de liquidez e “oportunidades de ganho de capital para os fundos”.
Vale relembrar que o spread é a diferença entre os preços de compra e de venda de um ativo. Ou seja, o fechamento implica que as taxas de remuneração dos CRIs estão ficando menores — alguns papéis já fecharam em mais de 50 pontos-base, segundo a XP — o que beneficia quem comprou os títulos a taxas maiores.
O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS