Gestoras de fundos imobiliários vão se unir? Conhecida pelo ativismo, Capitânia vê consolidação como o caminho natural da indústria de FIIs
A casa está prestes a completar 21 anos de atuação neste mercado e tem mais de R$ 25 bilhões sob gestão — com quase R$ 10 bilhões apenas na estratégia imobiliária

No mercado de fundos imobiliários, anúncios de compra e venda de ativos, como galpões, shoppings e escritórios, não são novidade. Mas outro tipo de notícia também tem se tornado mais frequente: as tentativas de consolidação, com potenciais liquidações de FIIs, fusões de portfólios e até de gestora.
E, para a Capitânia Investimentos, movimentos do tipo são naturais da indústria e devem acontecer cada vez mais. “A consolidação de gestoras é o caminho. Os ‘grandões’ ficarão cada dia maiores e os médios irão se unir”, afirma Flávia Krauspenhar, sócia-fundadora e diretora da asset independente.
A casa, que está prestes a completar 21 anos de atuação neste mercado e tem mais de R$ 25 bilhões sob gestão — com quase R$ 10 bilhões apenas na estratégia imobiliária — é conhecida justamente pela postura ativista.
Recentemente, por exemplo, conseguiu aprovar uma troca na gestão do VBI Agro (QAGR11). O fundo focado em imóveis de armazenagem para a cadeia do agronegócio tem mais de 20 mil cotistas, incluindo duas dezenas de fundos geridos pela Capitânia.
Apesar de bem-sucedido, o movimento foi questionado, na época, pela antiga gestora do FII, que chegou a acusar a Capitânia de praticar uma “estratégia predatória” com outros fundos.
- Receber aluguéis na conta sem ter imóveis é possível através dos fundos imobiliários: veja as 5 top picks no setor para comprar agora, segundo o analista Caio Araujo
Pioneirismo no mercado de fundos imobiliários
Krauspenhar reconhece que algumas decisões da gestora “causam” barulho no mercado, mas diz que o objetivo principal não é gerar manchetes, e sim destravar valor para os cotistas.
Leia Também
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
E essa meta tem sido alcançada na maioria dos casos, conforme indica o histórico desde que a gestora começou a investir ativamente em cotas de outros fundos imobiliários, há 10 anos.
Um caso emblemático ocorreu em 2016, quando a Capitânia esteve por trás da primeira oferta pública de aquisição (OPA) do mercado de FIIs.
Na ocasião, os fundos da gestora compraram o maior número de cotas possíveis do fundo de recebíveis WMRB11, que negociava com desconto na bolsa, para garantir maioria em uma assembleia e aprovar a liquidação do portfólio.
A estratégia resultou em uma Taxa Interna de Retorno (TIR) anualizada de 33% para o investimento da gestora. Para efeito de comparação, o IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários da B3, rendeu 22,6% na mesma janela.

Ativismo na própria carne: o case do Capitânia Reit FOF (CPFF11)
A diretora destaca ainda que o ativismo não é feito apenas com outros FIIs, mas também “na própria carne”. Um grande exemplo é o Capitânia Reit FOF (CPFF11), fundo de fundos da casa cuja carteira foi dividida em três em 2022.
Assim como ocorria com muitos FOFs na época, o CPFF11 negociava abaixo do valor patrimonial — um medida de “valor justo” para o portfólio — no mercado secundário. Na visão da gestora, o “duplo desconto” não fazia sentido, considerando que a carteira era formada por cotas de outros FIIs.
Por isso, a Capitânia propôs a cisão do fundo em outros dois ativos, incluindo um FII com prazo determinado. O movimento permitiria que cotistas eventualmente desconfortáveis com o patamar das cotas pudessem receber os recursos de volta pelo valor patrimonial ao invés do preço descontado do mercado secundário.
- Como buscar um “aluguel” de R 4.432,62 com fundos imobiliários? Caio Araujo, analista de FIIs, encontrou 5 opor$tunidades que podem te render “aluguéis” todos os meses. Baixe AQUI o relatório gratuito para conhecer todos os FIIs recomendados por ele e a tese de investimento de cada um.
A proposta foi aprovada pelos investidores e o FII, que contava com pouco mais de 15 mil cotistas, foi dividido em três.
Atualmente, o número de cotistas se aproxima dos 9 mil e, com a mudança no cenário macroeconômico reduzindo o apetite dos investidores por esse e outros ativos de renda variável, o CPFF11 negocia novamente abaixo do valor patrimonial.
Mas quem optou por permanecer na base de cotistas garantiu um retorno acumulado de 17,1% desde o início do FII, contra ganhos de 9,6% do IFIX no mesmo período, de acordo com o último relatório gerencial. Já o dividend yield — indicador que mede o rendimento de um ativo a partir do pagamento de dividendos — é de 10,75%.
TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"
Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
24 de agosto de 2026 - 11:07CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO