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De acordo com o Itaú BBA, os proventos pagos pela companhia em 2023 devem ser bem mais baixos do que nos anos anteriores e há um vilão por trás disso

A Taesa (TAEE11) viu o lucro líquido cair mais de 60% no segundo trimestre de 2023, considerando padrões contábeis, mas ainda assim anunciou o pagamento de dividendos milionários junto com os resultados.
A empresa vai distribuir R$ 313 milhões em proventos relativos aos resultados do primeiro trimestre deste ano.
Deste total, R$ 216 milhões pagos serão em juros sobre o capital próprio (JCP) e R$ 97 milhões em dividendos.
O valor dos proventos por ação ordinária e preferencial será de R$ 0,30, enquanto o valor por unit será de R$ 0,90.
O pagamento dos dividendos intercalares e do JCP ocorrerá no dia 29 de agosto de 2023, com base na posição acionária do dia 7 de agosto.
Só que a fama de uma boa pagadora de dividendos da Taesa pode estar com os dias contados. Pelo menos é isso que o Itaú BBA acredita.
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“É importante destacar que esperamos dividendos mais brandos para 2023 em comparação com os anos anteriores, dado o impacto negativo do IGPM nos resultados financeiros”, diz o banco em relatório.
Entre abril e junho deste ano, a Taesa registrou lucro líquido de R$ 220,4 milhões, o que representa uma queda de 60,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Pelo critério regulatório, no qual as contas são alinhadas ao padrão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o lucro líquido da companhia atingiu R$ 246,4 milhões, uma alta de 73,9% em base anual.
A receita líquida no segundo trimestre de 2023 foi de R$ 678,6 milhões, uma queda de 19,9% na comparação com o mesmo período de 2022, segundo os padrões contábeis.
Pelo critério regulatório, a receita líquida somou R$ 633,1 milhões, uma alta de 13% em termos anuais.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa no segundo trimestre de 2023 foi de R$ 534,9 milhões no critério regulatório, alta de 15,1% em base anual.
Embora os resultados da Taesa tenham sido considerados em linha com as expectativas do Itaú BBA, o banco não recomenda a compra dos papéis da companhia.
O Itaú BBA manteve a indicação de venda das units TAEE11, com preço-alvo de R$ 35,95 para 2023, o que representa uma desvalorização de 0,70% em relação ao fechamento de quarta-feira (2).
O Santander também não recomenda a compra de Taesa. O banco manteve a indicação neutra para os papéis, com preço-alvo de R$ 34,72, o que representa uma desvalorização de 4,1% em relação ao último fechamento.
Por volta de 12h45, as units da Taesa subiam 0,61%, cotadas a R$ 36,52. No ano, os papéis acumulam ganho de 9,5%.
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