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Gestores ligados aos funcionários dos Correios têm receio de interferência política na condução do Postalis e servidores apontam a falta de experiência do novo presidente no setor de fundos de pensão e na administração de ativos
O Postalis está sob nova direção. O sindicalista Camilo Fernandes dos Santos foi confirmado nesta segunda-feira (17) como o novo presidente do fundo de pensão dos funcionários dos Correios.
Fernandes é um dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, ligado ao PT — e é o segundo sindicalista a assumir o comando de um fundo de pensão desde a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em fevereiro, outro dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Luiz Fukunaga, passou a chefiar a Previ, fundo de pensão de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, o maior do País. Fukunaga foi indicado pela presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
Camilo Fernandes dos Santos é diretor honorário do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, presidente da Afubesp (Associação dos Funcionários do Grupo Santander Banespa, Banesprev e Cabesp) e um dos diretores da Anapar (Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e Autogestão em Saúde).
O nome dele foi o único no comunicado final com o resultado de um processo seletivo para presidente. Divulgado na quinta-feira (13) pelo Postalis, esse documento foi assinado pela gerente de Recursos Humanos, Ana Cláudia Alves Figueiredo.
O presidente interino do Postalis é o diretor de Gestão Previdencial, Carlos Alberto Zachert. Em março, a composição do Conselho Deliberativo mudou após a troca na direção dos Correios, promovida pelo governo Lula.
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Os três novos representantes indicados pela patrocinadora do fundo assumiram. A presidente do conselho é Karina Leite Ribeiro Nassarala.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo é um berço histórico de fundadores e dirigentes do PT, como os ex-ministros Luiz Gushiken, Ricardo Berzoini e o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, entre outros envolvidos em investigações, como a Operação Lava Jato, além de Sergio Rosa, ex-presidente da Previ.
Nos últimos anos, a Operação Greenfield investigou suspeitas de fraudes bilionárias em alguns dos principais fundos de pensão do País, entre eles o Postalis — que tem um patrimônio de R$ 10,6 bilhões em investimentos — e o Previ.
Gestores ligados aos funcionários dos Correios têm receio de interferência política na condução do Postalis. Servidores apontam a falta de experiência de Camilo Fernandes no setor de fundos de pensão, em administração de ativos e com o setor dos Correios.
Sobre isso, o Postalis afirmou, após a aprovação de Fernandes, que o novo dirigente possui larga experiência no segmento de previdência privada, já tendo atuado como conselheiro e membro do Comitê Gestor do Banesprev.
O fundo de pensão dos Correios lembrou ainda da passagem dele como gestor de negócios do banco Santander e como diretor-financeiro da Geap (Grupo Executivo de Assistência Patronal).
*Com informações do Estadão Conteúdo
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