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Analistas se animam com o aporte anunciado na terça-feira (5), mas se dividem quando o assunto é comprar o papel agora
Os resultados da Weg (WEGE3) no terceiro trimestre acenderam a luz amarela para uma das queridinhas da bolsa: a desaceleração das vendas é o primeiro sinal de mudança — para pior — na dinâmica da empresa e do setor?
Na ocasião, o Itaú BBA disse que a tendência de uma fraca dinâmica de lucros continuaria nos próximos trimestres e se prolongaria até o final de 2024.
O banco de investimento se baseou na projeção de que a demanda por produtos da Weg seguiria baixa, levando à queda das margens da companhia.
Os analistas citaram ainda possíveis impostos mais elevados e um real mais forte como outros fatores que deveriam prejudicar o desempenho da Weg daqui para frente.
Esse, no entanto, era o cenário para a Weg no fim de outubro, logo depois de a empresa apresentar os resultados do terceiro trimestre deste ano.
Nesta terça-feira (5), a Weg anunciou um plano bilionário que pode acender a luz verde para a companhia: a empresa investirá R$ 1,2 bilhão nos próximos três anos para expandir em 50% a capacidade de produção de transformadores no Brasil, no México e na Colômbia.
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Para o BTG Pactual, o movimento estratégico é sustentado pelo forte poder da marca e pelos processos industriais verticalmente integrados, abrindo espaço para retornos elevados no negócio de transformadores.
“Além disso, o maior foco no México está alinhado com a procura robusta por equipamentos de energia devido ao rápido crescimento industrial do país”, diz o BTG em relatório.
O banco mantém a recomendação de compra para as ações da Weg, com preço-alvo de R$ 50 para 12 meses — o que representa um potencial de valorização de 42% em relação ao último fechamento na bolsa.
Embora o Bradesco BBI espere que os novos investimentos posicionem a Weg para conquistar novos pedidos no mercado, o banco ainda não recomenda a compra de WEGE3.
Segundo o Bradesco BBI, o aumento da capacidade produção deve se basear no crescente volume de investimentos em energias renováveis nos EUA, o que "exige aportes massivos em transmissão e distribuição", e nos recentes leilões de concessão de transmissão de energia no Brasil.
O banco, no entanto, seguiu com a recomendação neutra para a Weg, com preço-alvo de R$ 37 — um potencial valorização de 4,8% em relação ao último fechamento na bolsa.
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