Light (LIGT3) entra com pedido de recuperação judicial com dívidas de R$ 11 bilhões; ações despencam 17% na B3
Além das dívidas bilionárias, a Light esbarra no problema da renovação da concessão dos serviços de distribuição de energia no Rio em 2026

A Light (LIGT3) acaba de engrossar a lista de empresas que entraram com pedidos de recuperação judicial. A empresa responsável pela concessionária de distribuição de energia do Rio de Janeiro possui R$ 11 bilhões em dívidas.
A companhia entrou com o pedido de recuperação judicial na 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio. O movimento já era esperado desde que a empresa obteve no mês passado medida cautelar que a protege contra os seus credores.
Nem mesmo o fato de ter no quadro de acionistas investidores experientes como Carlos Alberto Sicupira, membro do então intocável trio de bilionários liderado por Jorge Paulo Lemann, evitou o destino da Light.
A convite do também investidor Ronaldo Cesar Coelho (sim, ele é irmão do ex-árbitro e comentarista de futebol Arnaldo Cesar Coelho), Beto Sicupira começou a investir na Light em outubro de 2020.
Embora esperada, a notícia da recuperação judicial castiga as ações da Light (LIGT3) na B3. Por volta das 10h25, os papéis registravam uma queda brusca de 17,20%, a R$ 3,85. Leia nossa cobertura completa de mercados.
Quem são os credores
No fato relevante no qual informa sobre o pedido de recuperação judicial, a Light diz que vem empreendendo esforços na busca do equacionamento de obrigações financeiras próprias e de outras pelas quais é também coobrigada. Isso inclui tratativas com certos credores no âmbito de procedimento de mediação em curso.
Leia Também
E para quem a Light deve, afinal? Os investidores que compraram debêntures da companhia são os mais afetados. A companhia possuía no mês passado R$ 6,8 bilhões desses papéis no mercado, o equivalente a 62,5% do endividamento.
Além das debêntures no Brasil, a Light emitiu títulos de dívida a investidores no exterior, para os quais também pediu proteção da Justiça. O valor dos bonds, que vencem em 2026, equivale a R$ 3,13 bilhões — ou seja, 28,6% da dívida da da companhia.
A crise da Light
Além da queda de braço tradicional nesse tipo de negociação, a Light esbarra em outro problema. Isso porque a concessão da companhia termina em 2026 e o contrato atual oferece condições que são consideradas desfavoráveis para a companhia.
A companhia sinalizou a intenção de renovar a concessão mesmo assim, mas caso isso não aconteça a empresa terá direito a receber um valor estimado em R$ 10,1 bilhões.
- LEIA TAMBÉM: Mais problemas para sócio de Lemann: Light (LIGT3) é rebaixada para nível perto de calote por agência de risco
GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA
Carrefour vende 21 lojas de bairro a gigante do varejo, que estreia em São Paulo com nova bandeira; saiba qual
27 de setembro de 2026 - 10:02O CENÁRIO BULL
XP, Nubank, Itaú, Bradesco, Santander e BTG: dois bancos vão se dar melhor se a Selic cair, segundo o UBS BB
25 de setembro de 2026 - 14:35SAÚDE DO CRÉDITO
Inter (INBR32) ainda não viu o pior: inadimplência deve subir no 3T26; CEO revela de onde vem a pressão
25 de setembro de 2026 - 12:51PREÇO NÃO É O SUFICIENTE
Ozempic no Mercado Livre emagrece as ações da RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3); bancos explicam o que falta para o Meli bater de frente com as grandes redes
25 de setembro de 2026 - 11:19Conteúdo Empiricus
Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA
24 de setembro de 2026 - 14:00NO BOLSO
Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan
24 de setembro de 2026 - 13:45VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA