Dividendos: Suzano (SUZB3) vai depositar R$ 1,5 bilhão na conta dos acionistas, mas outro anúncio faz as ações caírem forte na B3
Além dos juros sobre o capital próprio, a companhia aprovou um plano de investimentos de R$ 14,6 bilhões para 2024, o que pesa sobre as ações da Suzano (SUZB3)

A Suzano (SUZB3) começou o dia agraciando os investidores com um anúncio de dividendos robustos. A gigante de papel e celulose vai depositar R$ 1,5 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP) para os acionistas em 10 de janeiro de 2024.
O montante corresponde ao valor bruto de R$ 1,16337 por ação. Vale lembrar que, ao contrário dos dividendos, os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte.
A remuneração tem base no lucro demonstrado no balanço da companhia no terceiro trimestre de 2023 e faz parte do dividendo mínimo obrigatório.
Vale lembrar que a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 729 milhões nos três meses encerrados em setembro, devido ao impacto negativo da desvalorização cambial sobre a dívida e operações com derivativos.
Mas voltemos aos proventos. Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações SUZB3 até o fim do pregão da próxima quinta-feira (7).
A partir de 8 de dezembro, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.
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Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações da Suzano no dia 7 e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 8 e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.
Mas o dividendo bilionário não foi o suficiente para animar os investidores. Ao contrário, as ações da Suzano (SUZB3) operavam em queda de 3,46% por volta das 14h20, cotadas a R$ 51,92. Confira a cobertura de mercados ao vivo do Seu Dinheiro.
Aliás, trata-se do segundo pregão consecutivo de queda dos papéis, que acompanharam o desempenho negativo da Klabin (KLBN11) na B3.
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Os investimentos da Suzano (SUZB3)
A explicação para a queda não está nos dividendos, mas em outro anúncio que a Suzano (SUZB3) fez nesta sexta-feira, com as estimativas de investimento de capital (Capex) para 2023 e 2024.
Em fato relevante, a empresa manteve a projeção de capex para este ano no valor de R$ 18,5 bilhões. Já para o exercício social de 2024, a companhia aprovou um investimento um pouco menor, de R$ 14,6 bilhões.
O mercado costuma ver com ressalvas os planos de investimentos das empresas de papel e celulose, principalmente com relação às premissas de retorno dos projetos.
No caso da Suzano, o montante será dividido em quatro segmentos, sendo a principal destinação dos recursos o Projeto Cerrado, uma das iniciativas de maior peso para a companhia para os próximos anos.
A fábrica de celulose que integra o projeto ficará em Ribas do Rio Pardo (MS) e deve entrar em operação até junho de 2024, com capacidade de 2,55 milhões de toneladas por ano.
Uma parte do capex, de R$ 7,7 bilhões, será destinada a gastos com manutenção. Isso inclui a entrada em operação da unidade de Ribas do Rio Pardo, o Projeto Cerrado.
Além disso, o valor considera os gastos com a estratégia florestal da companhia, como o aumento de gastos florestais associados a arrendamentos, manutenção de estradas e silvicultura e crescimento de área plantada pela empresa.
A Suzano ainda vai investir em torno de R$ 1,4 bilhão para “Terras e Florestas”, com novos investimentos para dar continuidade à estratégia de aumento da base florestal da companhia.
Segundo a empresa, as novas aplicações “buscam proporcionar maior competitividade e/ou opcionalidade de crescimento de seu negócio no longo prazo”.
Já cerca de R$ 0,9 bilhão será direcionado a iniciativas de expansão, modernização e outros, que incluem investimentos no Espírito Santo que chegam a quase R$ 1,7 bilhão. Vale ressaltar que o valor previsto no capex não considera o efeito da monetização de créditos de ICMS no estado, de aproximadamente R$ 140 milhões para 2024.
De acordo com a companhia, a redução de investimento do próximo ano em relação a 2023 é resultado de menores gastos com o Projeto Cerrado.
A companhia pretende desembolsar R$ 4,6 bilhões no ano que vem para a nova fábrica de celulose.
Vale ressaltar que a estimativa de investimento de capital total para a execução do projeto continua em R$ 22,2 bilhões. Isso significa que, para 2025, ainda é esperado um desembolso residual de R$ 0,5 bilhão.
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