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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PAPEL E CELULOSE

Dividendos: Suzano (SUZB3) vai depositar R$ 1,5 bilhão na conta dos acionistas, mas outro anúncio faz as ações caírem forte na B3

Além dos juros sobre o capital próprio, a companhia aprovou um plano de investimentos de R$ 14,6 bilhões para 2024, o que pesa sobre as ações da Suzano (SUZB3)

Camille Lima
Camille Lima
1 de dezembro de 2023
14:40 - atualizado às 14:37
Suzano (SUZB3)
Suzano (SUZB3) - Imagem: Divulgação

A Suzano (SUZB3) começou o dia agraciando os investidores com um anúncio de dividendos robustos. A gigante de papel e celulose vai depositar R$ 1,5 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP) para os acionistas em 10 de janeiro de 2024.

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O montante corresponde ao valor bruto de R$ 1,16337 por ação. Vale lembrar que, ao contrário dos dividendos, os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte.

A remuneração tem base no lucro demonstrado no balanço da companhia no terceiro trimestre de 2023 e faz parte do dividendo mínimo obrigatório. 

Vale lembrar que a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 729 milhões nos três meses encerrados em setembro, devido ao impacto negativo da desvalorização cambial sobre a dívida e operações com derivativos.

Mas voltemos aos proventos. Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações SUZB3 até o fim do pregão da próxima quinta-feira (7).

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A partir de 8 de dezembro, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

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Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações da Suzano no dia 7 e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 8 e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

Mas o dividendo bilionário não foi o suficiente para animar os investidores. Ao contrário, as ações da Suzano (SUZB3) operavam em queda de 3,46% por volta das 14h20, cotadas a R$ 51,92. Confira a cobertura de mercados ao vivo do Seu Dinheiro.

Aliás, trata-se do segundo pregão consecutivo de queda dos papéis, que acompanharam o desempenho negativo da Klabin (KLBN11) na B3. 

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Os investimentos da Suzano (SUZB3)

A explicação para a queda não está nos dividendos, mas em outro anúncio que a Suzano (SUZB3) fez nesta sexta-feira, com as estimativas de investimento de capital (Capex) para 2023 e 2024.

Em fato relevante, a empresa manteve a projeção de capex para este ano no valor de R$ 18,5 bilhões. Já para o exercício social de 2024, a companhia aprovou um investimento um pouco menor, de R$ 14,6 bilhões. 

O mercado costuma ver com ressalvas os planos de investimentos das empresas de papel e celulose, principalmente com relação às premissas de retorno dos projetos. 

No caso da Suzano, o montante será dividido em quatro segmentos, sendo a principal destinação dos recursos o Projeto Cerrado, uma das iniciativas de maior peso para a companhia para os próximos anos. 

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A fábrica de celulose que integra o projeto ficará em Ribas do Rio Pardo (MS) e deve entrar em operação até junho de 2024, com capacidade de 2,55 milhões de toneladas por ano. 

Uma parte do capex, de R$ 7,7 bilhões, será destinada a gastos com manutenção. Isso inclui a entrada em operação da unidade de Ribas do Rio Pardo, o Projeto Cerrado.

Além disso, o valor considera os gastos com a estratégia florestal da companhia, como o aumento de gastos florestais associados a arrendamentos, manutenção de estradas e silvicultura e crescimento de área plantada pela empresa.

A Suzano ainda vai investir em torno de R$ 1,4 bilhão para “Terras e Florestas”, com novos investimentos para dar continuidade à estratégia de aumento da base florestal da companhia.

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Segundo a empresa, as novas aplicações “buscam proporcionar maior competitividade e/ou opcionalidade de crescimento de seu negócio no longo prazo”.

Já cerca de R$ 0,9 bilhão será direcionado a iniciativas de expansão, modernização e outros, que incluem investimentos no Espírito Santo que chegam a quase R$ 1,7 bilhão. Vale ressaltar que o valor previsto no capex não considera o efeito da monetização de créditos de ICMS no estado, de aproximadamente R$ 140 milhões para 2024.

De acordo com a companhia, a redução de investimento do próximo ano em relação a 2023 é resultado de menores gastos com o Projeto Cerrado.

A companhia pretende desembolsar R$ 4,6 bilhões no ano que vem para a nova fábrica de celulose. 

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Vale ressaltar que a estimativa de investimento de capital total para a execução do projeto continua em R$ 22,2 bilhões. Isso significa que, para 2025, ainda é esperado um desembolso residual de R$ 0,5 bilhão.

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