Com sinais de que a era do crescimento robusto chegou ao fim, Pagbank (PAGS34) despenca mais de 10% em Nova York
Para analistas do BTG Pactual, os números apresentados pela companhia foram bons, mas existia uma expectativa muito maior por parte do mercado.

O balanço do Pagseguro, divulgado na noite de ontem (25), trouxe algumas novidades. Além de um crescimento de 6% do lucro líquido no primeiro trimestre de 2023, a R$ 393 milhões, a companhia também anunciou um rebranding. A partir de agora, todas as operações da empresa serão conhecidas como Pagbank, não mais apenas o banco digital ligado ao grupo.
As novidades, no entanto, não empolgaram os investidores. A reação ao balanço tem sido negativa nesta sexta-feira (26), com as ações PAGS, negociadas em Nova York, caindo mais de 14%, a US$ 10,45. Vale lembrar que os papéis da companhia já haviam avançado mais de 30% no último mês.
Para analistas do BTG Pactual, os números apresentados pela companhia foram bons, mas existia uma expectativa muito maior por parte do mercado.
O banco ressalta como pontos positivos o lucro da operação do banco digital e a queda de 40% nas despesas financeiras, mas a maior preocupação dos investidores parece estar no potencial futuro de crescimento da companhia, já que, no trimestre, a companhia viu a sua base de clientes
No setor de pagamentos e maquininhas, houve uma queda no volume transacionado e também nas comissões recebidas por conta das operações. Com a queda na base de clientes, começa a ficar mais difícil prever uma linha de crescimento para a companhia, em um sinal de que "os tempos de alto crescimento para a Stone e Pagbank acabaram".
Na visão do Credit Suisse, a operação mais fraca foi apenas compensada pelo melhor controle de custos.
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A reação negativa na bolsa, no entanto, não encontra ressonância em alguns dos relatórios de analistas divulgados após o balanço.
Um bom exemplo é o Bank of America, que reiterou a sua recomendação de compra para os papéis, reforçando que PAGS atualmente é negociado com um desconto superior a 30% com relação aos seus principais concorrentes.
Para o BofA, os resultados do primeiro trimestre exibiram uma série de tendências positivas, principalmente com relação à redução de custos. Além disso, uma preferência por linhas de crédito mais conservadoras — como consignados e uso de garantias —, reduziu a necessidade de provisionamento contra possíveis calotes.
Pagbank: os números do trimestre
- Lucro líquido ajustado: R$ 392 milhões, alta de 6% com relação ao mesmo período do ano anterior
- Receita: R$ 3,750 bilhões, alta de 9% no período
- Ebitda: R$ 787 milhões, alta de 18% com relação ao 1T22
- Total transacionado: R$ 88,1 bilhões, 10% mais do que no primeiro trimestre do ano anterior.
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