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Fintech deve continuar apresentando lucro, revertendo prejuízo do segundo trimestre de 2022; inadimplência ainda deve crescer, mas deve estar próxima do pico, dizem analistas
O Nubank (NU; NUBR33) apresenta seu balanço do segundo trimestre de 2023 na noite da próxima terça-feira (15), e as perspectivas dos analistas são otimistas, com expectativa de um balanço forte e resultado positivo.
Em relatórios recentes, Goldman Sachs e Itaú BBA apresentaram prévias com projeções de lucro líquido acima do consenso do mercado medido pela Bloomberg.
O Goldman espera um lucro líquido de US$ 204 milhões, alta de 44% na comparação trimestral; já o Itaú BBA prevê um lucro líquido de US$ 195 milhões, alta de 37% ante o trimestre anterior. No segundo trimestre do ano passado, o Nubank teve prejuízo líquido de US$ 30 milhões.
Para 2023, o Itaú BBA espera um lucro líquido de US$ 830 milhões, expandindo-se para US$ 1,9 bilhão em 2024, acima do consenso de mercado.
Os analistas de ambos os bancos também esperam uma rentabilidade no mesmo nível dos bancões para o roxinho. O Goldman prevê um ROE (Return on Equity ou Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 15,3% no segundo trimestre, enquanto o Itaú BBA estima um ROE de 15%. No primeiro trimestre, o retorno foi de 11%.
Comparados aos grandes bancos, a cifra colocaria o Nubank à frente do Bradesco (11%) e do Santander (11,2%) no trimestre, e atrás apenas de Itaú (20,9%) e Banco do Brasil (21,3%).
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O Goldman Sachs espera ainda uma Margem Financeira Líquida (NIM) em dólar de 13,4%, ante 11,5% no trimestre anterior, puxada por uma expansão anual de 65% no crédito.
“Isso deve levar a uma alavancagem operacional contínua, na medida em que as despesas continuam, em grande parte, sob controle, apesar das despesas ligeiramente mais altas com marketing com a expansão no México”, observam os analistas do banco americano.
O Itaú BBA prevê que o Nubank deve perder parte das suas receitas de serviços com a entrada em vigor do limite para as taxas de transação dos cartões pré-pagos, mas este fator “deve ser ofuscado pela margem financeira forte e os esforços de otimização das despesas operacionais,” dizem os analistas.
Em relação à inadimplência, os analistas esperam que o movimento de alta continue. O Goldman Sachs, porém, acredita que o ciclo de crédito deva estar chegando ao seu pico, “e que essas tendências devem levar a melhorias contínuas na lucratividade”.
A ação do Nubank é uma das preferidas do Goldman Sachs e do Itaú BBA no setor financeiro. No ano, as ações do roxinho, negociadas na Nasdaq, sobem mais 90%. Já os BDRs NUBR33, negociados na B3, avançam 79% no período.
Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos
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