BTG Pactual (BPAC11) tem lucro acima do esperado no 1T23 e sustenta rentabilidade acima de 20%
Banco conseguiu superar um começo de ano complicado e teve lucro 9,7% acima do primeiro trimestre de 2022; veja os números

O BTG Pactual (BPAC11) conseguiu superar um começo de ano complicado para as principais linhas de negócio e registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,263 bilhões no primeiro trimestre de 2023.
O resultado foi 9,7% maior que o dos três primeiros meses de 2022 e ficou acima das expectativas do mercado. O Itaú BBA, por exemplo, esperava um ganho de R$ 2,069 bilhões.
Apesar do lucro maior, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE, na sigla em inglês) recuou de 21,5% para 20,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
Ainda assim, o BTG conseguiu sustentar o retorno acima do patamar de 20%, uma espécie de meta informal do banco.
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Veja a seguir os principais números do BTG no 1T23
- Receita total: R$ 4,803 bilhões (+10%)
- Lucro líquido ajustado: R$ 2,263 bilhões (+9,7%)
- Rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE): 20,9% (-0,6 ponto percentual)
- Total de ativos sob gestão e custódia: R$ 1,285 trilhão (+23%)
O aumento do lucro veio em um trimestre complicado para o mercado de capitais e, por consequência, para algumas das principais linhas de negócio do BTG.
A área de banco de investimento, por exemplo, registrou uma queda de 26% nas receitas em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
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"Esperamos um desempenho ainda melhor nos próximos trimestres em linha com a maior atividade nos mercados de capitais", informou o BTG, no relatório que acompanha o balanço.
O banco também freou o portfólio de crédito corporativo, que encerrou o primeiro trimestre em R$ 143,4 bilhões. Ou seja, um recuo de 0,6% na comparação com o fim de 2022.
"Reforçando nossa alocação dinâmica de capital, a carteira de PME diminuiu significantemente no trimestre enquanto aumentamos em 5,9% nossa exposição a contrapartes de primeira linha."
Mesmo com a mudança de estratégia, as receitas com crédito avançaram para R$ 1,2 bilhão. O resultado veio bem acima dos R$ 105 milhões do quarto trimestre, que sofreu o impacto da provisão para o calote da Americanas.
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Ativos sob gestão
O momento mais difícil também não impediu o BTG Pactual de seguir aumentando o total de ativos sob gestão e custódia, que alcançou quase R$ 1,3 trilhão. O banco registrou uma captação líquida de R$ 43 bilhões no primeiro trimestre deste ano.
Desse total, R$ 30,7 bilhões vieram da área de gestão de fortunas e de varejo. Os números incluem o BTG Digital, a plataforma de investimentos e banco digital.
A área atingiu R$ 568,3 bilhões em recursos no primeiro trimestre, um avanço de 4% no trimestre e de 24,1% na comparação anual. Por fim, o banco não abre o quanto desse volume se refere especificamente ao BTG Digital.
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