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A varejista tem US$ 1 bilhão em títulos de dívida emitidos lá fora, vindos de duas captações feitas no segundo semestre de 2020
A Americanas (AMER3) entrou nesta quarta-feira (25) com pedido de extensão da recuperação judicial nos EUA — um passo que já era esperado depois que a varejista fez o mesmo pedido no Brasil.
O chamado Chapter 15 (Capítulo 15) permite que companhias estrangeiras tenham seus processos de recuperação judicial reconhecidos nos EUA, protegendo seus ativos que estejam no país.
Com o pedido, a Americanas busca estender para os ativos nos EUA os efeitos protetivos do processo de recuperação judicial já aprovado no Brasil.
A Americanas tem US$ 1 bilhão em títulos de dívida emitidos lá fora, vindos de duas captações feitas no segundo semestre de 2020. Na semana passada, seus credores se reuniram para criar um grupo já prevendo a entrada da varejista na Justiça dos EUA.
Nesta quarta-feira, a Americanas divulgou sua lista de credores com quase 8 mil nomes e dívidas de R$ 41,2 bilhões. Confira a lista que vai de Itaú até a Nestlé.
Em 19 de janeiro, a Americanas entrou com um pedido de recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A requisição foi feita em caráter de urgência e serve para manter a solvência da varejista depois da descoberta de um rombo contábil de R$ 20 bilhões em seus balanços.
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No mesmo dia, a Americanas comunicou que tinha apenas R$ 800 milhões em caixa, o que torna a operação insustentável — o valor é muito menor do que os R$ 8,6 bilhões reportados no terceiro trimestre de 2022.
No documento pedindo a recuperação judicial — uma das maiores da história do Brasil —, além da redução do caixa, a varejista citou a piora nas conversas com credores e fornecedores e a necessidade de manter a operação.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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