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Flavia Alemi
Flavia Alemi
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.
Início de uma jornada

Dias melhores virão para a Americanas (AMER3)? Não tão rápido. Confira os próximos passos da recuperação judicial

Em meio ao imbróglio judicial, a Americanas poderá passar um ano sem ser cobrada por seus credores. Entenda o que acontece agora

20 de janeiro de 2023
8:40 - atualizado às 8:25
Americanas efeito congelamento Avenida Brasil
Montagem com fachada de loja da Americanas - Imagem: Pinterest / Montagem Brenda Silva

Depois de passar por potencialmente a pior semana de seus 94 anos de vida, a Americanas (AMER3) tenta ecoar no pedido de recuperação judicial um clássico de Rita Lee:

"Eu juro que dias melhores virão."

Mas, no que depender do processo protocolado e aceito pela Justiça na quinta-feira (19), a empresa ainda passará por muitos momentos de aflição.

Agora que a recuperação judicial já está correndo, pairam algumas dúvidas sobre a condição da Americanas.

A empresa faliu? Vai demitir funcionários? Fechar lojas? Nesta matéria, vamos explicar os próximos passos de um processo que costuma se estender por muito tempo além do esperado.

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"Segunda-feira vou mudar meu destino"

Bom, em primeiro lugar, vale destacar que, por ter entrado em recuperação judicial, a Americanas será excluída de todos os índices de mercado - inclusive do Ibovespa. Mas a ação continua sendo negociada normalmente na bolsa.

A varejista também ficará blindada de cobranças de seus credores por 180 dias. Esse prazo, vale ressaltar, pode ser prorrogado por mais 180 dias em caráter excepcional - e apenas uma vez, segundo a Lei 14.112/2020.

Assim, a Americanas agora tem 60 dias para apresentar um plano de reestruturação que precisa abarcar todas as medidas principais a serem tomadas para recuperar a companhia.

Uma das mais importantes passa por saber de onde virá a injeção de capital, já que a quebra de confiança gerada pelo caso limita a oferta de crédito.

E, pelo rumo que a disputa tomou nos poucos dias que separam a descoberta do rombo contábil do pedido de recuperação judicial, não parece que os bancos estarão dispostos a dar essa colher de chá à Americanas.

"Será que eu nasci pra sofrer?"

Dessa forma, é tanto possível quanto provável que essa injeção venha dos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Também existe a possibilidade de levantar dinheiro se desfazendo de ativos que estejam debaixo do chapéu do grupo e foram comprados recentemente, como o Grupo Uni.co. e o Hortifruti Natural da Terra, ambos adquiridos em 2021.

Mas a parte mais dura deve ser, na verdade, reduzir os passivos. Isto porque esse passo envolverá negociações importantes com os credores, como estender o prazo de vencimento das dívidas e até mesmo cortar o tamanho delas, além de rever as taxas praticadas.

Mais do que isso, a redução dos passivos também pode passar por um corte de custos da operação da rede varejista. E sim, isso incluiria demissão de funcionários e fechamento de lojas.

Vale destacar que hoje o grupo conta com 3.600 estabelecimentos comerciais espalhados pelo País e estima ser responsável pela geração de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos.

"Papel de boba só se for em Hollywood"

Depois de apresentado o plano, existe um prazo de 30 dias para que os credores se manifestem contra. Caso o plano seja rejeitado, pode ser concedido um prazo para que os credores apresentem um plano próprio.

Mas, caso isso não aconteça, a Americanas terá até 150 dias para convocar uma assembleia de credores para aprovar o plano. Uma vez aprovado, ele tem de ser colocado em prática.

Se tudo correr dentro da normalidade, o processo inteiro deve levar de dois a três anos. Mas vale destacar que o sentimento de incredulidade expressado pelos credores da Americanas nesses últimos dias indica que as coisas não devem correr sem alguns embates.

E, se formos olhar para um exemplo recente de recuperação judicial truncada, a da Oi (OIBR3) demorou seis anos para ser concluída.

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