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SALÁRIO DOS SONHOS

Quem ganha mais? Pesquisa da FGV revela as profissões com maiores salários no Brasil — e as que mais se valorizaram nos últimos anos

Entre os maiores salários da atualidade, as áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática estão em destaque

Carteira de trabalho e notas de real, representando o décimo terceiro salário
Imagem: Canva

As áreas de ciência e tecnologia despontaram nos últimos anos, de acordo com pesquisa da FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia). As transformações, que já estavam em curso, foram aceleradas pela pandemia. 

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Com o aumento da demanda por desenvolvimento nessas áreas, os salários das profissões STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) aumentaram consideravelmente.

Segundo o relatório, a ocupação com maior valorização salarial foi a de desenvolvimento de páginas web, com um crescimento de 91%. O aumento, no entanto, levou a uma média de remuneração de R$ 6 mil.

A medalha de prata em termos de valorização ficou com os matemáticos, atuários e estatísticos, que viram o pagamento aumentar em 50%. O salário médio mensal desses profissionais, em 2023, é de cerca de R$ 16 mil.

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Médicos ainda ocupam o topo do ranking dos salários

Mesmo com o crescimento significativo de outras áreas, os médicos se mantiveram no topo do ranking geral dos salários mais altos. Os profissionais especializados são os que ganham mais em comparação com todas as outras ocupações.

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A primeira colocação foi mantida apesar de a área de medicina especializada ter experimentado uma redução do rendimento médio de 13% na última década. Mesmo assim, a média do rechonchudo salário dos médicos supera os R$ 18 mil mensais.

Mas nem tudo são flores na área de STEM.

Todos os engenheiros viram suas remunerações serem desvalorizadas.

A maior queda nessa área de conhecimento foi a Engenharia Química. O salário médio desses profissionais diminuiu 52% no período analisado. Mesmo com a redução, esses profissionais ganham em torno de R$ 7 mil por mês.

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As profissões com piores salários

A pesquisa da FGV apontou também as áreas com os piores rendimentos do país. As profissões com salários mais baixos estão associados ao ensino, em especial da educação básica.

Os professores de artes tiveram que lidar com a maior queda no salário (45%). Mas os profissionais da área de ensino com a pior remuneração é a dos educadores de pré-escola, com um rendimento médio mensal de R$ 2,285.

Entre os profissionais da educação, os professores de música são os que possuem maior pagamento. Segundo o relatório, esses docentes recebem cerca de R$ 3.578 por mês. 

O diploma importa?  

O mercado ainda valoriza a escolaridade, mostra a pesquisa da FGV. O nível de estudo interfere nos salários dos trabalhadores, segundo o documento.

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De acordo com dados do IBGE do segundo trimestre de 2023, os profissionais com superior completo ganham, em média, 2,5 vezes mais do que aqueles que não concluíram o ensino médio.

Além disso, os trabalhadores com graus de escolaridade maiores têm menos chances de ficarem desempregados.

De acordo com dados do IBGE, 3,8% da população com ensino superior completo estão desempregados. Já as taxas para aqueles que possuem o médio completo ou incompleto é de 9,2% e 13,6%, respectivamente.

Melhores oportunidades são inacessíveis para a maioria dos brasileiros

O relatório da FGV apontou também que as ocupações com as melhores oportunidades salariais estão inacessíveis para a maior parte dos brasileiros.

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De acordo com a pesquisa, apenas 23% da população brasileira que trabalha possuem diploma de nível superior.

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