Os fundos imobiliários de papel vão substituir os bancos? O Santander recomenda oito FIIs que lucram com crédito a empreendimentos
O banco aponta que a classe já é a principal entre os FIIs, concentrado o maior valor patrimonial e de mercado da indústria

Com o crescimento exponencial dos fundos imobiliários de papel — assim chamado por investirem em títulos de crédito do setor —, a classe pode substituir os bancos como financiador de empreendimentos?
O Santander acredita que sim, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira (26) . O documento indica quais são os oito fundos preferidos do banco dentro do segmento e quais devem ser evitados pelo investidor.
“Como uma alternativa cada vez mais crescente para o mercado imobiliário, os FIIs de papel já são os responsáveis por financiar transações de operações desde grandes empresas e operadores a pequenos e médios empreendedores”, diz o relatório assinado pelo analista Flavio Pires.
A instituição relembra que a classe já é a principal entre os FIIs da indústria com o maior valor patrimonial, de R$ 52,1 bilhões, e de mercado, de cerca de R$ 48,9 bilhão. Os fundos de papel também dominam o IFIX, com participação de mais de 43% na carteira teórica mais recente do principal índice da categoria negociado na B3.
Crescimento dos CRIs impulsionou os FIIs de papel
Além da popularização natural da categoria, que ganhou atratividade com a alta dos juros e da inflação — cujos indicadores estão atrelados ao rendimento das carteiras — o segmento também foi impulsionado pelo avanço de um dos seus principais ativos no mercado.
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) são um dos grandes instrumentos para o financiamento da indústria, pois, de acordo com o Santander “possibilitam crédito nominativo, de livre negociação e lastreados em ativos do setor”.
Leia Também
Vale destacar que os CRIs são emitidos por meio de uma operação conhecida como securitização, que “empacota” recebíveis futuros de empreendimentos, traz dinheiro para o caixa e custeia a compra de ativos.
Quem compra os títulos têm direito a um pagamento de juros, além do valor principal emprestado ao devedor e garantias, entre elas a alienação fiduciária de imóveis ou das cotas de proprietários de bens e fundos de reserva.
O banco aponta que, apoiado pela modernização e incentivos ao mercado de securitização, o mercado de emissões de CRIs chegou a R$ 49,3 bilhões no ano passado, segundo dados da Anbima. A cifra representa um salto de mais de seis vezes ante os R$ 8 bilhões registrados no início da série histórica, em 2017.
E os fundos são os principais detentores dos CRIs emitidos no período, com 45,3% do total dos títulos em suas carteiras.
Quais são os fundos imobiliários de papel favoritos do Santander — e quais evitar, segundo o banco
Explicado o otimismo do banco com o segmento, chegou a hora de revelar quais são os fundos imobiliários de papel preferidos do Santander.
Atualmente, a instituição financeira cobre 17 FIIs da classe, dividido em três categorias de acordo com a avaliação de risco: high grade, middle risk ou high yield.
O primeiro tipo concentra fundos cujos títulos estão atrelados a devedores com elevado grau de crédito. Já os FIIs high yield oferecem riscos maiores por taxas de remuneração mais elevadas, enquanto os de classe middle risk buscam equilibrar o perfil de risco e retorno da carteira.
Para seus favoritos, o banco elegeu quatro dos ativos considerados mais seguros e outros quatro da categoria mista de risco. São eles:
- Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11)
- Kinea Índice de Preços (KNIP11)
- RBR Rendimento High Grade (RBRR11)
- Santander Papéis Imobiliários (SADI11)
- CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11)
- Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11)
- VBI CRI (CVBI11)
- Kinea High Yield CRI (KNHY11)
“Esses são os fundos mais líquidos e nos quais enxergamos potencial de serem bons pagadores de rendimentos, e com capacidade de valorização das cotas negociadas em mercados”, destaca o relatório.
Já para os quatro FIIs high yield cobertos — Iridium Recebíveis Imobiliários (IRDM11), Hectare CE (HCTR11), Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), Habitat II (HABT11) — o banco recomendou a venda.
Vale destacar que três deles estiveram envolvidos em um calote que chamou a atenção do mercado e preocupou os investidores nos últimos meses. IRDM11, HCTR11 e DEVA11 possuem CRIs do Gramado Parks — grupo de turismo e multipropriedades com empresas em recuperação judicial — no portfólio e sofrem com a inadimplência dos ativos.
MERCADOS HOJE
Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100, e China aumenta reservas cambiais e em ouro; veja o dia nos mercados globais
7 de setembro de 2026 - 17:47TROCA-TROCA
Dividendos para setembro: Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) saem da carteira da Rico; veja quem entrou
7 de setembro de 2026 - 16:10SETOR DE CONSTRUÇÃO
Não é MRV (MRVE3) nem Direcional (DIRR3): Itaú BBA acredita que outra ação pode valorizar até 107%
7 de setembro de 2026 - 12:17RENDA PASSIVA
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
5 de setembro de 2026 - 17:45ESTRATÉGIA DO GESTOR
Nem Tesouro IPCA+, nem crédito: aposta de Stuhlberger agora está na bolsa
5 de setembro de 2026 - 12:01DOIS GIGANTES, DUAS APOSTAS
200 mil ou pé atrás? Os três elementos que decidirão os próximos meses da bolsa brasileira
4 de setembro de 2026 - 18:45ONDE INVESTIR
Onde investir em setembro? Com eleições pegando fogo e uma onda de RJs, veja onde apostar na bolsa, renda fixa, FIIs e exterior
4 de setembro de 2026 - 11:50RADAR DE FIIS
BTLG11 vai às compras e coloca galpões ocupados por Mercado Livre e Amazon no carrinho; veja detalhes da transação de R$ 959 milhões
4 de setembro de 2026 - 9:57FII DO MÊS
Mau humor do mercado deixa fundo imobiliário favorito dos analistas 15% mais barato; veja os FIIs indicados para setembro
4 de setembro de 2026 - 6:04QUAL A VISÃO PARA O FUTURO
Após saída de Steinbruch do cargo de CEO, XP faz alertas para CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)
3 de setembro de 2026 - 16:48AÇÃO DO MÊS
Analistas elegem Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) para investir em setembro; confira o ranking completo
3 de setembro de 2026 - 6:02NO OLHO DO FURACÃO
MPF denuncia fundadores da TRX por gestão fraudulenta, diz jornal; confira a resposta da gestora
2 de setembro de 2026 - 14:41CRISE CONTINUA
Citi está mais pessimista com Natura (NATU3) e rebaixa ação para venda. Por que a faxina na casa não convence o banco?
2 de setembro de 2026 - 12:45ENTREVISTA EXCLUSIVA
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
1 de setembro de 2026 - 12:46FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
1 de setembro de 2026 - 10:15FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS